A reforma trabalhista está valendo: empresas e empregados estão prontos para a autonomia que terão com a nova legislação?


 

A Reforma Trabalhista (Lei Ordinária 13.467/2017) está vigente a partir de 11 de novembro de 2017. Esta notícia dominou os meios de comunicação, sendo alardeada em todo o território nacional, ante a relevância das mudanças trazidas.

 

Uma onda de manifestações surgiu também nas redes sociais, com vídeos e artigos, oportunidade em que muitos politizaram o assunto, defenderam posicionamentos, criticaram, aplaudiram.

 

Também, pudera, após a Antiga CLT, de 1943, a mudança atual é, sem dúvida, a mais impactante alteração, sobretudo pelo fato claro de ceder maior autonomia e validade à manifestação de vontade das principais figuras da relação de trabalho, empregado e empregador.

 

Nesse contexto, afastando as visões apaixonadas e políticas e focando no dia a dia: as empresas e empregados estão prontos para exercer essa autonomia?

 

Historicamente, a regulação das relações trabalhistas sempre foi marcante. E esse rigor se fazia necessário em 1943, pois as condições laborais eram sofríveis, com exploração de longas jornadas, enorme risco de acidentes, dentre outras situações que demandavam um maior controle em proteção do hipossuficiente.

 

Essa proteção continua necessária, contudo, a Reforma Trabalhista, a qual sofreu leves alterações na Medida Provisória nº 808 (publicada em 14/11/2017), representa uma saída gradual da interferência da Lei no dia a dia, dando, em alguns assuntos, protagonismo aos empregados e empregadores.

 

A prevalência do negociado sobre o legislado é um bom exemplo disso. Os Sindicatos dos empregados terão papel extremamente relevante, pois a Reforma trouxe tópicos e assuntos cuja negociação impactará a rotina dos empregados. Por exemplo, está na mão do Sindicato autorizar, em negociação com as empresas e/ou Sindicatos Patronais, a possibilidade de diminuir o intervalo para refeição de 1 (uma) uma hora para 30 minutos.


Assim, os empregadores terão que aprender a dialogar com o Sindicato, pois, caso contrário, a empresa concorrente com bom relacionamento poderá ter vantagens mais atrativas. Os empregados, razão de existir dos Sindicatos, terão que participar ativamente das negociações, para perceber se de fato há uma combatividade factível do Sindicato que os representa ou se, na verdade, há um discurso radical distante da realidade que impede o avanço das negociações.


Outra mudança relevante é a criação da Comissão dos Empregados. Como o nome sugere, trata-se de uma Comissão, obrigatória para empresas com mais de 200 (duzentos) empregados, a qual tem o objetivo de aproximar os empregados e patrões, com relato de problemas vividos, possíveis soluções e discussão de melhorias. Clara está a autonomia dada ao empregado. Ele poderá, com a força da lei, fazer requerimentos diretos em prol da sua classe, dessa vez sem o Sindicato, em uma clara tentativa estatal de se resolver questões rotineiras sem acionamento do Poder Judiciário.

 

Em relação aos empregadores, ressalta-se a possibilidade de negociar diversas condições do contrato de trabalho diretamente, sem intervenção Sindical, com aqueles empregados que recebam 2 (duas) vezes o teto salarial da Previdência Social e possuam formação em nível superior completo.


Esses empregados, normalmente, possuem remuneração diferenciada, jornadas diferentes, justamente por ocuparem cargos envolvidos na gestão, motivo pelo qual a Lei os cedeu uma autonomia ainda maior para negociar seu contrato. Exemplo marcante é a possibilidade de firmar uma cláusula que em caso de processo, ao invés da Justiça do Trabalho, a questão será submetida à Arbitragem.


Ante todo o exposto, retorna-se à pergunta feita no início do texto: as empresas e empregados estão prontos para exercer essa autonomia?


Os setores de Recursos Humanos e Jurídico das empresas terão, mais do que nunca, papel preponderante em decisões estratégicas. Deverão saber dialogar com a Área Comercial para evitar posições muito ousadas e inseguras juridicamente, as quais poderão expor a empresa a risco. Ao mesmo tempo, têm o dever de aplicar aquilo que é factível para diminuir sua contingência, além de aumentar produtividade. O “custo Brasil”, presente no discurso da maioria dos empresários como um problema relevante para a competitividade, tende a diminuir com a Reforma.


Sob o viés dos empregados, a mudança nitidamente diminuiu em alguns graus o “paternalismo”, justamente para que, ao invés de cumular queixas em uma pesada Ação Trabalhista após a demissão, seja o trabalhador um protagonista de melhoria do seu trabalho e condições. Para os abusos e injustiças, o Poder Judiciário continuará exercendo seu papel regulador.

 

Ainda há muita incerteza acerca da Reforma. A cautela em sua aplicação deve ser observada. Mas o estudo sobre a aplicabilidade de algumas mudanças é tema de deliberação necessária a todos envolvidos na relação de emprego.

 

 

 

Luiz Fernando Alouche e Rodrigo Rosalem Senese  - são integrantes da área trabalhista do Iwrcf (lalouche@iwrcf.com.br e rsenese@iwrcf.com.br)

 

 

 

 



 

 

 

Atraso nas obras por parte das construtoras

 

A hora de comprar um imóvel, ainda mais quando é o primeiro, sempre é um momento de muita alegria. Mas é importante que o comprador tome alguns cuidados para que a felicidade não vire uma tremenda dor de cabeça.


Atraso em entregas de empreendimento é tão comum que muitas vezes os consumidores nem percebem que isso é de fato, um problema. “Em regra, quando vai comprar o seu imóvel o consumidor procura empresas de renome e de grande porte, sem saber que a maior parte dos atrasos vêm das grandes empresas”, aponta Rodrigo Karpat, advogado e especialista em direito condominial.

 

Entre os principais problemas enfrentados estão o atraso da entrega de unidades, entrega com áreas comuns inacabadas, falta da ligação definitiva de água ou problemas na estrutura do edifício.

 

A mão de obra para construções não está acompanhando o mercado aquecido e, por isso, há muitos casos de obras que começam com uma empresa e terminam com outra, o que causa atraso na entrega do empreendimento.

 

Como explica o advogado, “na maioria das vezes o contrato é de adesão, no qual o consumidor não tem a prerrogativa de alterar algo, ou seja, ou aceita o estipulado ou não adquire a unidade”, e após a compra as construtoras acrescentam cláusulas abusivas onde escolhem administradoras que acatam os interesses da empresa ao invés de assegurar os condôminos.

 

O especialista cita alguns pontos que devem ter maior atenção do comprador: “no seu contrato deve contar o prazo de entrega das obras, certificar que a empresa construtora será a mesmo do início ao fim do empreendimento, se o empreendimento será construído a preço fechado, se terá patrimônio de afetação, ou seja, o regime pelo qual o terreno e as benfeitorias que serão objeto de construção, ficam mantidos separados do patrimônio da empresa incorporadora. ”

 

Por isso é fundamental que os consumidores estejam orientados e analisem a fundo todas as questões envolvendo o novo empreendimento, evitando assim que as empresas desrespeitem os prazos e a qualidades das unidades.



 



 

 

 

A GLOBALIZAÇÃO DO DIREITO E DA JUSTIÇA



Diante das inevitáveis tendências, é certo que o Direito deve responder adequadamente às exigências da globalização econômica. Nesse sentido, é cada vez mais premente a observância, em todos os países, adoção de boas práticas de governança corporativa, dentre as quais a transparência.

 

É por esta razão que em países mais desenvolvidos economicamente cresce exponencialmente o ativismo dos acionistas minoritários na exigência de observância da ética na atividade econômica e empresarial.

 

O Brasil necessita, sob pena de encontrar ainda maiores empecilhos à sua inserção no mercado financeiro internacional, abraçar estas tendências.

 

Aqui, um grupo de visionários, que fundou a AIDMIN (Associação dos Investidores Minoritários) compartilha com a equipe do Almeida Advogados o desejo de que nossas instituições econômicas efetivamente adotem os melhores padrões de excelência na gestão corporativa.

 

Foi com base nesses princípios comuns que foi ajuizada, por aquela entidade representando todos os afetados, a inédita Ação Civil Pública objetivando a reparação dos investidores que sofreram perdas com seus investimentos na Petrobras no mercado financeiro nacional.

 

Acreditamos que se trata de uma causa extremamente relevante, não apenas pelos valores envolvidos, mas principalmente pelo efeito pedagógico que deverá ter em particular na defesa dos pequenos investidores minoritários, que nem sempre conseguem levar suas discussões a justiça, diante das limitações e custos inerentes ao sistema judicial.

 

Nossa participação nesta empreitada, por evidente, mesmo diante dos riscos inerentes ao ineditismo da medida, denota o compromisso institucional de nosso escritório de sempre lutar por um país e um mundo mais justo e mais ético.

 

 

 

André de Almeida - sócio fundador do Almeida Advogados – www.almeidalaw.com.br

 

 



 

 

Tentativas de fraude devem aumentar 30% durante as festas de fim de ano


Os dados são da base de dados da ACI Worldwide, por onde passam centenas de milhares de transações de grandes varejistas


Varejistas e consumidores já estão prontos para as festas de fim de ano. No entanto, de acordo com dados da ACI Worldwide, eles também precisam se preparar para um aumento esperado de 30% nas tentativas de fraude durante esse período, em comparação ao ano passado. Os dados são baseados nas centenas de milhares de transações de grandes varejistas que são analisadas constantemente pela plataforma da ACI e oferecem bons insights para que comerciantes e os consumidores saibam como se proteger contra a atividade fraudulenta nesta temporada de férias.


Entre as principais descobertas, estão:


·         Aumento de 30% nas tentativas de fraude, especialmente em casos de:

o   Roubo de identidade, a partir de crimes de violação de dados;

 

o   Tomada de contas, por causa de ataques de phishing, ou seja, quando e-mails falsos de instituições financeiras levam os consumidores a digitar dados pessoais ou clicar em links suspeitos;

 

o   Fraudes familiares, quando alguém próximo ao dono do cartão o utiliza para compras sem avisar e, quando o titular vê a cobrança e não a reconhece, pede o cancelamento desse valor;

·         O ticket médio das compras fraudulentas por cartão de crédito deve aumentar de US$ 210 (cerca de R$ 693), em 2016, para US$ 215 (cerca de R$ 709) este ano;


o   Se pensarmos nas compras de um modo geral – não apenas as fraudulentas – esse ticket passa a ser de US$ 130 (cerca de R$ 429) em 2017, em comparação a US$ 133 (cerca de R$ 439) em 2016;


 ·         As principais tendências de compras fraudulentas são:


o   Eletrônicos e eletrodomésticos (como aspiradores e liquidificadores) continuam na mira dos criminosos;

 

o   Os fraudadores gostam do imediatismo: eles compram on-line e retiram na loja ou pedem o frete expresso, com entrega no dia seguinte;

 

o   A tendência em 2016, de adquirir itens de preços mais baixos, continua em 2017. Isso porque, nesses casos, há mais opções de frete expresso, além de muitas promoções;


 ·         Nos Estados Unidos, o pico das tentativas de fraude deve ocorrer na Cyber Monday – a segunda-feira que sucede a Black Friday, com 17% mais compras do que na sexta-feira;


·         O volume geral de compras – sejam elas reais ou fraudulentas – aumentou 14% entre janeiro e outubro de 2017 e o preço médio dessas aquisições cresceu 12%


o   O valor médio das vendas cresceu menos porque, cada vez mais, os consumidores são atraídos por promoções, cupons e ofertas de frete grátis;

 

o   O preço continua a ser um grande decisor para os consumidores e há uma enorme compressão de preços em andamento, especialmente nas compras on-line


“As tentativas de fraude têm aumentado a níveis alarmantes, por conta da combinação de crimes de roubo de identidade e tomada de contas, além da fraude familiar”, conta Erika Dietrich, diretora global de risco de pagamentos da ACI Worldwide. "Os fraudadores continuam com foco em eletrônicos e eletrodomésticos e preferem receber os itens o mais rápido possível.  Por isso, é essencial que consumidores e varejistas se protejam durante a temporada de compras de fim de ano."


Dicas para evitar fraudes:


1.    Compre em sites com boa reputação. Uma boa maneira de checar se o site é seguro é procurar pelo ícone do cadeado em seu navegador, na hora de digitar dados sensíveis;


2.    Mantenha seu smartphone bloqueado e tenha senhas complexas, especialmente em portais de compra online;


3.    Não use a mesma combinação de e-mail e senha em todos os seus cadastros. Se uma de suas contas for tomada por um fraudador, ele pode invadir todas as demais e o estrago será ainda maior;


4.    Para famílias com crianças pequenas, vale ter uma senha ou proteção extra nas compras online, a fim de evitar fraudes familiares;


5.    Não compartilhe dados financeiros por e-mail ou telefone. Faça isso apenas nos portais de instituições seguras e confiáveis;


6.    Monitore seus gastos com cartões de débito e crédito. Tenha alertas automáticos, que avisam sempre que uma nova compra é feita com seu cartão.



Metodologia

Foram analisadas centenas de milhares de transações de cerca de 20 grandes varejistas que utilizam a plataforma ACI há, no mínimo, dois anos.

Período analisado para realizar as estimativas:

1 de janeiro a 31 de outubro de 2016

1 de janeiro a 31 de outubro de 2017

 

 

ACI Worldwide

www.aciworldwide.com ou siga-nos no Twitter @ACI_Worldwide.

  




 

A REFORMA TRABALHISTA E SUAS APLICAÇÕES PRÁTICAS


“Trata-se de uma reação importante do governo ao crítico cenário do mercado de trabalho no país”, diz Daniel Chen

 

Atualizar é preciso em todas as circunstâncias, inclusive em termos legislativos. Essa é uma reflexão necessária para a avaliação da Reforma Trabalhista, o mais ambicioso projeto de renovação da CLT pós Constituição Federal de 1988. Muito mais do que opinar contra ou a favor às mudanças, cabe tanto ao empregador quanto ao empregado a necessidade de um pensamento prático de adequação às novas bases propostas.


São mais de 100 mudanças na legislação, mas a nova regulamentação – consistente na Lei n. 13.467 e na Medida Provisória n. 808 - traz alterações aplicáveis sob a luz da Constituição, que estabelece os direitos mínimos dos trabalhadores “além de outros que visem à melhoria de sua condição social”.


Para o empregador estão abertas novas oportunidades de flexibilização dos formatos tradicionais de contratação, dando maior liberdade na gestão da empresa, de acordo com necessidades específicas relacionadas à prestação de serviços.


Por outro lado, o trabalhador ganha maior independência, com maior leque de opções. Se antes o Poder Legislativo dedicava atenções preponderantemente ao trabalho com carteira registrada, o que estreitava o mercado de trabalho, agora o trabalhador pode, e deve, se informar sobre as novas possibilidades de contratação, analisar e até mesmo sugerir um formato adequado às suas habilidades e a ocupação principal. Mesmo a decisão de empreender ganhou regras claras, garantindo maior segurança para o contratante e para o contratado.


“A Reforma Trabalhista definiu o que empresas e sindicatos podem ou não negociar coletivamente, sem exaurir o rol de temas permitidos. A tendência de discutir a validade de normas coletivas deve diminuir, e com isso, o impacto dessas discussões nos negócios e também na quantidade de processos trabalhistas que assoberbam o nosso Poder Judiciário”, explica Daniel Chen, sócio-fundador do escritório de Advocacia Trabalhista Daniel Chen Advogados.


Entre as mudanças mais discutidas da Reforma estão as possibilidades de redução negociada coletivamente da hora do almoço para sair mais cedo, extinção do contrato de trabalho mediante acordo, regulamentação do teletrabalho e uma das grandes novidades é a criação da modalidade do trabalho intermitente.  


“Agora, o empregador pode ter uma equipe fixa para atuar nas necessidades sazonais, o que pode diminuir as ocorrências de extrapolação da jornada permitida em lei”, diz Daniel.


Outro ponto fundamental a ser observado é a abertura às negociações entre empresas e trabalhadores, o que traz flexibilidade aos modelos de contratação estabelecidos. Daniel destaca que direitos previstos em Constituição continuam valendo, mas cabe, a partir de agora, uma força maior no que fica acertado entre as partes muito mais do que o legislado.


O usufruto das férias de maneira fracionada também passou por uma atualização mais condizente com a realidade em muitas empresas, onde o que se registrava no papel não condizia com a prática, às vezes até por interesse dos próprios empregados que queriam ter mais do que dois períodos como antes limitava a lei.


A desoneração de benefícios concedidos pelo empregador também mereceu destaque na Reforma. “Antes, por exemplo, havia discussões intermináveis na Justiça se o prêmio tinha ou não natureza salarial, o que desestimulava a sua instituição como ferramenta de incentivo à produção”, segundo Daniel.


“A Reforma Trabalhista possibilita que um número maior de pessoas passe a trabalhar dentro da legalidade, seja como teletrabalhador, trabalhador intermitente, autônomo, terceirizado, ou mesmo como prestador de serviços.”, continua. Ele prevê que o Poder Judiciário também precisará se reformular para identificar o tipo de relação contratual em cada caso e os direitos correlatos, e não mais simplesmente decidir se um trabalhador é ou não empregado, como ocorria na maioria dos processos.


“Espera-se que a Reforma diminua a informalidade e fomente a pluralização das relações contratuais, além de reduzir de forma geral os custos do trabalho. Ela pode ser uma ‘porta’ de recuperação econômica, com melhoria na produção e incentivo à inovação no mercado de trabalho”, comenta Daniel Chen.

 

 





 

 

 

 7 grupos de alterações importantes trazidas pela reforma

 

Pontuados pelo Dr. Marcos Untura Neto especialista em direito processual do trabalho pela Escola da Direito da Fundação Getúlio Vargas (GVlaw) e Mestre pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Bacharel pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Membro da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/SP desde 2005.

 

1. Novas modalidades de contrato de trabalho:

 

•  Contrato de trabalho intermitente – trata-se da possiblidade de contratação de trabalhadores por hora, sem necessidade de previsão de uma carga de trabalho mínima. O trabalhador é demandado quando houver necessidade de serviço. Tema bastante tratado na mídia, mas de forma muito confusa. Estão confundindo intermitência com trabalho temporário e várias vezes aparece como “bico oficial”. Não é bico; é uma modalidade de contrato de trabalho registrada em carteira normalmente, garantidos todos os direitos previstos na CLT.

• Contrato de trabalho a tempo parcial – leia-se trabalho de meio período. Pouco tratado pela mídia.

• Home office

• Autônomo

 

2. Terceirização:

 

•  Terceirização de atividade-fim

 

3. Negociação coletiva:

 

•  Negociação coletiva – prevalência do que for negociado com o sindicato sobre a lei – tema muito tratado, mas de forma genérica, sem descer aos detalhes dos direitos que podem ser negociados.

• Intervenção mínima da Justiça do Trabalho na negociação coletiva

• Vedação da ultratividade das normas coletivas – tema não tratado pela mídia. Basicamente, isso significa que o que for negociado com o sindicato tem validade pelo período de tempo previsto no próprio acordo/convenção, sem que juízes possam prorrogar a vigência das condições. Isso obriga os sindicatos a negociarem sempre, pois era comum que sindicatos fugissem da negociação para se beneficiar da prorrogação de um acordo anterior.

•Fim da contribuição sindical – tema muito “batido”, dado o interesse dos sindicatos em continuar se beneficiando.

 

4. Resolução de conflitos:

 

• Arbitragem – tema pouco tratado, principalmente a possibilidade de negociar com o sindicato a extensão da arbitragem a casos de trabalhadores que ganham menos de 11.062,62 por mês.

•  Mediação – tema que não faz parte da reforma, mas que está na prioridade do CNJ e da Justiça do Trabalho. Tangencia a reforma na medida em que também pode ser negociado com o sindicato o uso da mediação para a solução de conflitos trabalhistas. Além disso, a mediação pode ser usada sem qualquer restrição de salário. É um meio de solução de conflitos muito efetivo e rápido, que gera soluções de muita qualidade para os casos.

• Comissão de representantes dos empregados – os empregados podem eleger representantes não ligados ao sindicato. Tema não tratado pela mídia.

 

5. Alterações processuais:

 

• Grupo econômico e sucessão de empresas

•  Prescrição intercorrente

•  Homologação de acordo extrajudicial – antes da reforma juízes inexplicavelmente não homologavam acordos extrajudiciais feitos entre empresas e trabalhadores. Agora os juízes estão obrigados a homologar. Mídia não tratou da possibilidade de associação entre mediação e homologação de acordo extrajudicial.

• Justiça gratuita – com a reforma, já não é mais “de graça” entrar com um processo trabalhista. A justiça gratuita será concedida livremente para salários de até 2400,00, aproximadamente. Acima disso, deverá haver comprovação da insuficiência de recursos para pagar custas e honorários advocatícios de sucumbência. Tema pouco tratado, principalmente porque esta regra poderá atingir processos em curso, e não apenas os novos.

• Honorários de sucumbência – item anterior

• Preposto não empregado

• Custas em caso de ausência do reclamante

 

6. Rescisão do contrato de trabalho:

 

•  Distrato;

• PDV liberatório – plano de demissão voluntária. Com a reforma, a adesão a PDV impede questionamentos em processo trabalhista de parcelas ou direitos não abarcados pelo PDV.

• Termo de quitação anual – tema pouco tratado. Empresas poderão submeter ao sindicato anualmente os pagamentos que fizeram a seus empregados para análise e quitação.

 

7. Jornada de trabalho, pausas e intervalos:

 

• Tempo à disposição do empregador – o critério para o cômputo de jornada de trabalho mudou radicalmente. Atividades paralelas antes computadas na jornada (café da manhã, uniforme, espera de condução etc) agora não são mais consideradas tempo à disposição do empregador

• Escala 12 x 36

•Intervalo suprimido parcialmente

• Banco de horas – com a reforma, pode ser implantado sem anuência do sindicato.

•Fracionamento de férias


 

 

 

 
 

As vitimas das redes sociais no Brasil não possuem uma legislação que as defenda


 

O Google hoje é a maior ferramenta de busca do mundo, responsável por 90% das pesquisas. Logo, se alguém não tem nada online, por optar por uma vida privada sem exposição digital, caso aconteça uma noticia ruim, ao se  espalhar será o único evento com o nome dela, por ser a única informação presente nas buscas, mesmo que negativa, pois foi a única que expôs durante a sua vida nas redes.

 

 

 

Outro exemplo de indexação nas buscas se dá pelo Jusbrasil, que republica todos os processos e mesmo que a pessoa seja inocente, fica o registrado online de uma acusação.

 

 

 

Quando se precisa de uma boa reputação online, seja para uma concorrência, visto, entrevista de trabalho etc, estes tipos de informações negativas acabam virando um problema, pois estarão sempre nas buscas, marcando pessoas quem não tem uma boa defesa de reputação.

 

 

 

Em casos de crianças e adolescentes, que fizeram alguma ação sem pensar na consequência, pode até causar um estrago na vida deles, que seria o Cyberbulling, o que pode incentivar até o suicídio. E neste caso, o Google não toma ação alguma no Brasil, já na Europa existe um ato que você pode pedir ao Google para tirar termos maléficos de um resultado de pesquisa sobre a vida de uma pessoa,  a lei é chamada Direito dos Esquecidos, e funciona só na Europa e não nas Américas, onde por aqui as pessoas ainda sofrem com o Cyberbulling.

 

 

 

Da mesma forma que existem ferramentas para limpar o nome de uma pessoa, as mesmas podem acabar com o histórico de alguém. Justamente onde entra a Silicon-Minds, para suprir as necessidades de quem precisa ajuda para criar uma boa reputação online, enquanto não existem leis e as pessoas, mesmo o Google não estão preparados para fazer esta defesa de quem esta sendo vitimizado de discursos de ódio, algum tipo de bulling, o Repitation defende quem passa por esta situação.

 

 

 

Fernando Azevedo explica o por que as noticias velhas não saem da internet, pois geralmente porque nao existe competição com a noticia antiga. Há 10 anos, ao procurar 'iphone' você achava as informações do primeiro iphone. Agora a pesquisa da palavra 'iphone' mostra resultados do iphone 7, ou iphone x. As noticias do iphone 1 foram substituídas por conteúdo mais novo que gerou curtidas, compartilhamentos, cliques e links de outros sites apontando para a nova noticia.


 

O que fazemos é recriar noticias nao negativas para pessoas e empresas e recriar os fatores de viralidade para que estas novas noticias entrem na frente das noticias negativas, levando-as para 2a, 3a, 4a pagina. A melhor armadilha que vemos no trabalho de reputacao é a pessoa nao ter uma participacao na internet com seu nome completo. Dai, quando algum problema de reputação acontece, so existem noticias negativas aparecendo nos resultados do nome da pessoa ou da empresa.

 

 



 

Silicon-Minds

 

silicon-minds.com