Febre amarela: o macaco não é o vilão

 A vacina é imprescindível para as pessoas que frequentam ambientes florestais

 

Os recentes casos de febre amarela, detectados na zona norte da cidade, reacenderam a preocupação com a proliferação da doença. A febre amarela, tanto na forma silvestre quanto na urbana (que não ocorre no Brasil desde 1942), não é transmitida por macacos.

 

A febre amarela silvestre é uma doença viral transmitida por mosquitos contaminados por vírus dos gêneros Sabethes e Haemagogus, e ocorrem em áreas de mata.

 

Os primatas são vítimas da doença, assim como os humanos, e não transmitem o vírus. Os macacos, na verdade, são considerados sentinelas no ciclo da febre amarela. Eles adoecem e/ou morrem quando infectados pelo vírus, indicando que a doença está circulando nas proximidades. Dessa forma, os órgãos de saúde podem agir imediatamente na prevenção da transmissão da doença para os humanos.

 

A febre amarela não é transmitida ao entrar em contato com uma pessoa infectada, uma vez que não é contagiosa.

 

Recomendações Importantes:


Diante do cenário atual, importante alguns esclarecimentos ao encontrar um macaco doente ou morto:


– Não mexa e não transporte o animal, porque há risco de contaminação por outras doenças (não pelo vírus da febre amarela);


– Entre em contato imediatamente com a Vigilância Epidemiológica Municipal (consulte o site da Prefeitura Municipal) ou o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) (http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/institucional/gves.pdf);

 


No caso de encontrar um macaco vivo sadio:


– Não capture e não transporte;


– Não alimente;


– Não maltrate;


– Não mate.


É importante lembrar que agredir ou matar macacos é crime ambiental (Lei Federal nº 9.605/1998, artigo 29) e prejudica o trabalho de prevenção dos surtos de febre amarela.


Denuncie à Polícia Militar Ambiental SP, por meio


1- Aplicativo de “Denúncia Ambiente” (gratuito);


2- Site: http://denuncia.sigam.sp.gov.br/;


3- Unidade mais próxima da Polícia Militar Ambiental: http://www3.policiamilitar.sp.gov.br/unidad…/…/localize.html


4- Disque 190, em casos de emergência.


Para os macacos, mantidos em cativeiro, a orientação é não solte, pois eles não conseguem sobreviver sozinhos. A soltura de animais silvestres é considerada crime ambiental previsto em lei (Lei Federal nº 9.605/1998, artigo 31). Além disso, a introdução de qualquer animal silvestre em áreas naturais ou urbanas, sem autorização prévia do órgão ambiental competente, pode ocasionar desequilíbrios ambientais.


Lembre-se, macacos mantidos em cativeiro podem adoecer por vários motivos. Nesse caso, procure um médico-veterinário. Cuide bem do animal. 

 


Prevenção


A forma mais eficaz e segura para não pegar a febre amarela é a vacinação. Para quem vai entrar na mata ou caminhar nas suas bordas, além da vacina, é indicado o uso de camisas de manga longa e repelentes.

O governo do estado de São Paulo fechou por tempo indeterminado os parques estaduais Alberto Löfgren, conhecido como Horto Florestal, e da Cantareira, na capital paulista, por conta dos macacos encontrados mortos com o vírus da febre amarela.

Mais informações sobre a doença, procure a Secretaria da Saúde.

 


 

 



 

 

 
 Número de mulheres vítimas de abuso sexual e violência doméstica crescem no Brasil


Juliana* Silva, órfã de pai e mãe, de 29 anos, cresceu envolta ao sonho de construir uma família. Conheceu Paulo*, seu ex-marido, ainda nova, durante as brincadeiras de bola no bairro em que morava com o irmão e o avô, Valparaíso, Goiás. No início do namoro, Juliana teve indícios de que o namorado era um homem agressivo, durante um pequeno desentendimento. Porém, passados alguns dias, o casal fez as pazes e Juliana manteve o relacionamento. “Ele dizia que me amava e queria uma família. Eu acreditei. No entanto, sempre que havia algum tipo de rusga, ele dizia que eu o irritava com indagações sem sentido. Passei a me anular, já não havia diálogo na relação, me calei. Mas mantive o casamento, por acreditar que o amor prevaleceria”, contou.

 

Foram nove anos de pequenas discussões seguidas de agressões por parte de Paulo. Após a gravidez, Juliana acreditou que o marido se tornaria um homem compreensivo. Enganou-se. Com o nascimento da filha do casal, Paulo tornou-se um homem intolerante ao extremo. As agressões físicas eram uma rotina familiar. Nem a presença da pequena Lilian* (filha do casal), de três anos, era motivo de intimidação para Paulo. Segundo Juliana, a relação já estava abalada.


 O estopim foi um sábado, em meados de março de 2016, quando Paulo chegou em casa alcoolizado, ao retornar mais tarde de um dia de trabalho. Juliana o indagou sobre o atraso e foi recebida aos tapas. Ao tentar defender-se do marido, ele passou a esmurrar Juliana, que não resistiu e caiu desacordada. “Acordei de uma série de agressões com um balde de água gelada no rosto. Ouvia a voz da minha filha chorando lá no fundo. Achei que ia morrer ali. Quando consegui me recuperar, ele começou a me bater novamente. Um tempo depois ele cansou e dormiu bêbado, como se nada tivesse acontecido. Eu me deitei com o corpo todo dolorido e uma tristeza sem fim. Eu me sentia um lixo”, disse.

 

Após o ocorrido, a vida de Juliana virou um terror. Ela conta que não dormia com medo do esposo, que a ameaçava constantemente para que ela não o denunciasse. “Certa vez, tive um corte profundo na perna. Não fui ao hospital por medo de descobrirem a agressão. O pior foi quando ele resolveu forçar relações sexuais comigo. Ele dizia que eu devia aceitar, pois eu era a esposa dele. É claro que eu deixava e ao fim chorava pelos cantos", afirmou. No entanto, o relacionamento já estava ruim. Paulo, que já traía Juliana, um dia partiu para agressões físicas na rua, ao ela se deparar com ele e a amante. Neste dia, Paulo foi preso. “Quando o levaram para a delegacia, ganhei minha vida de volta", desabafou. Porém, o fantasma da violência ainda paira sob a vida de Juliana, que nunca deixou de ter medo do ex-marido. Atualmente ele responde as agressões em liberdade.


 

Números da violência


A história de Juliana reforça a triste estatística de mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. No Brasil, a cada hora, são 503 vítimas de agressão física, segundo o Datafolha. No DF, houve um crescimento substantivo das vítimas de violência no ultimo ano. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF mostram que, até o mês de Outubro, foram registrados 97 estupros, contra os 56 casos do ano passado. Destes, 64 vítimas eram meninas com idade entre 10 e 14 anos.

 

Segundo a secretária-adjunta da Mulher, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos do Distrito Federal, Márcia de Alencar, 72% dos casos acontecem dentro da própria casa da vítima. “Sabemos que, em 93% dos casos, a vítima tem vinculo com o agressor. Estamos falando de uma violência que é intrafamiliar, que está diretamente ligada à banalização da cultura de violência contra a mulher", explicou.


No sábado,  dia 25 de Novembro, o Orange Day chama para o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. No GDF, foi lançada a campanha “Meninas, Mulheres & Respeito”, que conta com atividades nas cidades do entorno. Houve também o lançamento do Aplicativo Viva Flor, ferramenta que pretende auxiliar no combate aos casos de violência contra a mulher. Segundo a secretária adjunta da mulher, a proposta é chamar a sociedade para os vários fatores que determinam as agressões às mulheres, por pessoas do sexo masculino, que inclui companheiros, pais e parentes próximos. “Estamos tentando responsabilizar o agressor, que passa por um processo de conscientização ao receber punição da justiça. Eles são acompanhados, no sentido de compreender o efeito nefasto da sua conduta e, assim, poder ressignificar a sua relação com o feminino”, definiu Márcia. 


Hoje, existem três números para denúncias de violência contra mulheres: o disque 100, voltado para meninas vítimas de abuso e exploração sexual. Além do 180, para casos de violência doméstica. Aos moradores do Distrito Federal, discar 156, opção 6.

 

 

 

Karenina Moss

 

Fonte: Agência do Rádio Mais

 

 

 

 



 

 

Entenda a idade mínima para se aposentar no Brasil e no resto do mundo


 

O Brasil terá idade mínima definida para aposentadoria. Pelo menos é essa a previsão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de 2016, que trata da reforma nacional no sistema previdenciário.

Segundo o texto que serviu de base para uma nova versão, apresentada na última semana a parlamentares da base aliada ao Governo, o estabelecimento de uma idade mínima obrigatória para aposentadoria voluntária é o grande objetivo da reforma

A regra valeria tanto para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), dos trabalhadores regidos pela CLT, quanto para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), de filiação obrigatória para servidores públicos da União, estados, Distrito Federal e municípios. Hoje, o Brasil não tem idade para aposentadoria, conta apenas com o tempo de contribuição.

“O Brasil é um dos poucos países que não tem idade mínima para efeito de aposentadoria. Portanto, introduzir essa idade mínima universal, para todos, é um passo muito importante numa reforma”, defende o economista e ex-ministro de Previdência Social José Cechin. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de sobrevida da população cresceu de 1980 até 2015. Há 37 anos, uma pessoa com 65 anos de idade tinha expectativa de sobrevida de 12 anos. Em 2015, subiu para 18,4 anos. A previsão do Instituto para 2060 é de 21,2.

Essa idade de 65 anos, aliás, será o teto para a aposentadoria dos homens, de acordo com o texto da reforma. Até 2038, será essa a idade mínima para os homens e 62 para as mulheres.

 

O especialista em finanças Marcos Melo esclarece que para quem vai se aposentar por idade até 2019 permanecem as regras atuais. “A partir de 2020, para poder se aposentar por idade, você acrescenta seis meses de contribuição. Por exemplo, em 2020, você precisaria contribuir seis meses a mais do que tinha planejado antes, em relação a 2019.”



Aposentadoria no mundo


O Brasil, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2012, está entre os países com idades médias de aposentadoria mais baixas. A idade média hoje, sem definição, é de 59,4 anos. Em países como Alemanha, México, Argentina, Austrália, Suécia e Holanda, a idade para aposentadoria é, em média, 64,6 anos. 

Na Coreia, homens e mulheres se aposentam com a mesma idade, 60 anos. A expectativa de vida na Coreia do Sul, em 2010, era de 82 anos; na Coreia do Norte, 70. Na Noruega, ambos também se aposentam com a mesma idade, 67. Na lista dos que contêm a regra de aposentadoria com mesma idade, estão ainda Portugal, Espanha, Japão e Estados Unidos.

No Reino Unido, homens se aposentam aos 65 anos e as mulheres aos 61,2. Na Grécia, 65 para os homens e 63,5 para as mulheres. Na Itália, a diferença é de quatro anos de um para o outro: 66 para os homens e 62 para as mulheres.

 

PEC
A PEC da Previdência deve ser votada no Congresso Nacional no início de dezembro, conforme sinalizou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Com o novo texto, que reduziu alguns itens da proposta original, a reforma precisaria passar por dois turnos na Casa e ter a aprovação de 308 dos 513 parlamentares

 


Jalila Arabi

Fonte: Agência do Rádio Mais

 

 
 

 



 

 

Um em cada três brasileiros está pessimista em relação ao futuro


Pesquisa da VAGAS.com mostra que 34% dos respondentes acreditam que o mundo no futuro será pior ou muito pior   


Um em cada três brasileiros está pessimista em relação ao futuro do planeta. É o que revela levantamento inédito sobre Cenários para o Século XXI realizado pela VAGAS.com, empresa líder em soluções tecnológicas para recrutamento e seleção. De acordo com o estudo, 34% dos respondentes acreditam que no futuro o mundo será pior ou muito pior que hoje. Para 48%, será melhor ou muito melhor. Em 6% das respostas foi constatado que o futuro será igual e 12% informaram que não sabem. 


O levantamento foi realizado de 27 a 30 de setembro deste ano por meio da base de currículos cadastrados no portal de carreira VAGAS.com.br. A pesquisa contou com 2999 respondentes, sendo 57% homens e 43% mulheres, com idade média de 33 anos, 74% pertencentes à região Sudeste, 51% ocupando cargos operacionais e 59% com nível superior completo ou incompleto.

 

A pesquisa procurou saber em qual mundo os filhos viverão no futuro. Para entender melhor esse cenário, as respostas foram agrupadas em 12 temas: social, educação, tecnologia, mercado de trabalho, saúde, meio ambiente, família, política, segurança, economia, meios de comunicação e alimentação. Os assuntos que mais receberam respostas foram: social (44%), educação (44%) e tecnologia (43%). Num segundo patamar, mercado de trabalho (39%), saúde (38%), meio ambiente (35%) e família (35%). Já as referências de política (21%), segurança (12%), economia (6%), meios de comunicação (6%) e alimentação (3%) tiveram poucas citações. Em cada tema, houve também a divisão entre referências negativas e positivas. Dos 12 temas avaliados, em sete prevaleceram as menções negativas enquanto nos outros cinco dominaram as positivas.

 

Veja abaixo o percentual de referências negativas registradas em cada tema e assuntos mais mencionados pelos respondentes a partir da pergunta aberta e sem limitação de tamanho de texto: o meu filho viverá em um mundo:

 

- Segurança (90%) – mais violento e com falta de segurança

 

- Economia (85%) – com conflitos econômicos e custo de vida alto

 

- Política (80%) – com corrupção, falta de ética e políticos não comprometidos

 

- Meio Ambiente (64%) – com muita destruição ambiental e escassez de recursos naturais

 

- Social (64%) – individualista e com enorme índice de intolerância

 

- Mercado de Trabalho (60%) – com desemprego e trabalho escasso, e competitivo

 

- Saúde (57%) – com sistema de saúde decadente, caro e para poucos

 

 

Confira também os tópicos com predomínio de citações positivas e assuntos mais destacados:

 

- Meios de Comunicação (98%) – com acesso a muito mais informações e de qualquer tipo, avançado em termos de comunicação e digital

 

- Alimentação (95%) – com boa alimentação, com novas comidas e sem fome

 

- Tecnologia (76%) – mais tecnológico e novas tecnologias

 

- Família (73%) – com boa educação familiar

 

- Educação (53%) – com boa educação e acesso a todo tipo de conhecimento

 

“As referências que mais se destacaram foram em relação ao crescimento tecnológicos e às novas tecnologias que estarão a serviço de todos. Se por um lado o avanço tecnológico trará progresso em vários setores, por outro os respondentes mostraram-se bastante preocupados com os efeitos colaterais deste avanço, como dependência tecnológica e maior distanciamento entre as pessoas. Outras preocupações com o futuro vão desde a uma maior exigência de conhecimentos específicos no mercado de trabalho até máquinas substituindo os homens e dominando o mercado, o que poderá causar desemprego. Apesar dos avanços da medicina, com novas descobertas e pesquisas, foi mencionado também o surgimento de novas doenças e uma preocupação com o sistema de saúde decadente e caro beneficiando poucos. Também há outras preocupações, principalmente com relação à destruição ambiental, escassez de recursos naturais e sistema de educação precário”, explica Sylvia Fernandez, coordenadora da pesquisa na VAGAS.com

 

 




 

 
 

 

Especialista em recuperação de empresas ensina a ter mais produtividade em um 2018 cheio de feriados

Para Flávio Ítavo, planejamento estratégico e negociação de feriados e emendas podem ser as melhores saídas para ter mais produtividade em um ano de muitos feriados e copa do mundo.

 

 

 

Flávio Ítavo, especialista com mais de 30 anos de atuação em turnaround ou recuperação de empresas, alerta: 2018 terá mais chances de emendas de feriados e pode ter 11 dias úteis a menos, ou seja, um impacto de 3% na produtividade. Segundo ele, a saída pode ser um planejamento estratégico adequado e negociação de folgas e compensações: “além dos feriados, teremos uma copa do mundo. Considerando que teremos um mínimo de 3 jogos, serão pelo menos mais 3 dias em que muitas empresas ou vão liberar seus colaboradores mais cedo ou deixarão de funcionar”, lembra Flávio. “Já viram os horários dos jogos? 7h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h e 16h, todos em horário comercial!”, enfatiza ele.


 

O especialista analisa: “no mínimo, teremos 22 dias úteis não trabalhados entre feriados e emendas, o que faz com que 2018 tenha um ‘potencial’ de perdas com dias parados de -3% só com emendas e copa, em uma versão pessimista na qual o Brasil não passa da fase de grupos, hipótese que com a ajuda de Deus não acontecerá”. Mas como driblar a falta de produtividade? Para Flávio, com planejamento adequado. Para ele, é preciso dividir os feriados entre “não contornáveis” e “contornáveis”: para os primeiros, é possível tentar gerar alternativas para operar a empresa em datas como 1 de janeiro, carnaval, páscoa, finados, natal etc., mas que, por serem datas sacramentadas, o esforço só faz sentido para empresas que possuem processos contínuos, de difícil parada. Para os segundos, é possível contar com esquemas alternativos de produção, com compensação em outro dia. Flávio cita como exemplo o dia 7 de setembro que, no Brasil, não tem o mesmo peso de um 4 de julho nos Estados Unidos.


 

Mas ele lembra: “o que acontece na maior parte das firmas, é que não se planeja nem para um, nem para outro evento”. Flávio dá algumas dicas:


 

  1. Monte um calendário “alternativo” para estas datas que não penalize a empresa e possibilite aos funcionários a obtenção das folgas ao longo do ano e não especificamente nas emendas. É surpreendente o número de pessoas que não gosta de viajar nos feriados.
  2. Negocie antecipadamente com os funcionários e ou com o sindicato. Normalmente as empresas que tem maior porte negociam com os sindicatos, mas iniciar o ano com o calendário já negociado é tarefa básica e muito útil.

 


Ele completa: “mantenha uma linha de comunicação clara. Para algumas empresas, 3% de produtividade em um ano pode não ser muito, mas, por outro lado, para algumas empresas 1% de produtividade é a diferença entre um resultado adequado e um não tão adequado. Nesse caso, a comunicação deve ser transparente: os custos projetados geralmente não levam em consideração as pontes entre os feriados, o mesmo costuma acontecer com os rateios dos salários, ou seja, não faz sentido para empresas em dificuldades arcar com uma cadeia de custeio além de suas possibilidades”.

 

 




 

Flávio Ítavo - Executivo com experiência em empresas multinacionais e nacionais de grande porte de diferentes segmentos como Danone, Warner Lambert, Bunge Alimentos, Coty Inc, KPMG, Belsonno, Grupo Canopus e Grupo Niponsul, em posições de Gerência Geral e Diretoria Financeira, de Produção e Vendas, e em Turnaround de empresas como Avis Renta a Car e Cofibam, Flávio Ítavo especializou-se na recuperação de companhias e no redirecionamento para alavancar vendas e resultados. Ao longo de 30 anos, Flávio construiu uma carreira sólida como negociador, na criação de alianças, joint ventures, compra e venda de empresas, desenvolvedor de estratégias e táticas de sucesso, criador e iniciador de novos segmentos, produtos e mercados. Hoje, é um dos maiores especialistas em Turnaround, focando seus esforços na recuperação de grandes empresas e readequação aos novos tempos do mercado.

 


   


 

 

 Pesquisa mostra que maioria dos chineses apoia o Acordo de Paris e a transição para a energia limpa


Uma recente pesquisa de opinião pública mostra um grande apoio dos chineses à ação climática em nível nacional e internacional. O levantamento foi conduzido pelo Centro da China para a Comunicação sobre Mudanças Climáticas (China4C) com 4250 entrevistados e cobriu seis grandes tópicos: crenças, impactos, resposta, políticas, execução e comunicação sobre mudanças climáticas.

 

Haibin Zhang, professor da Escola de Relações Internacionais da Universidade de Pequim, que há muito estuda governança climática global disse: "Os resultados da pesquisa mostram que a participação ativa da China na governança global do clima é popular com o público. Na China de hoje, a agenda de baixa emissões de carbono tornou-se recentemente importante estrategicamente para o país. O papel internacional da China está evoluindo daquele de um participante e um seguidor para um líder e um guia. Governança climática e desenvolvimento sustentável são as áreas mais favoráveis à liderança da China”.

 

Entre as principais conclusões estão:
 

94,4% dos entrevistados pensam que as mudanças climáticas já estão acontecendo.

 

75,2% dos entrevistados já foram pessoalmente afetados pelas mudanças climáticas, enquanto 24,6% têm uma percepção contrária.

 

95,1% dos entrevistados pensam que a mudança climática causará aumentos nas ocorrências de poluição do ar, seguidas de epidemias de doenças (91,3%), secas e escassez de água (89,8%), inundações (88,2%), derretimento das geleiras (88,0%) extinções de espécies vegetais e animais (83,4%) e fome e falta de alimentos (73,4%) nas próximas duas décadas na China, se não houver contramedidas às mudanças climática.

 

96,8% dos entrevistados apoiam o esforço da China para promover a cooperação internacional em mudanças climáticas, das quais mais de metade (54,7%) afirmam que apoiam "fortemente.

 

92,7% dos entrevistados dizem que sabem pelo menos um pouco sobre mudanças climáticas.

 

98,7% dos entrevistados apoiam a afirmação de que as escolas devem ensinar aos alunos sobre as causas, consequências e possíveis soluções para as mudanças climáticas.

 

 

94% dos entrevistados têm forte desejo de aprender mais sobre mudanças climáticas. Especificamente, a maioria dos inquiridos gostaria de aprender mais sobre "impactos nas mudanças climáticas

 

A seguir está a tradução para o português do resumo executivo da pesquisa.

 
                                                                                             RESUMO EXECUTIVO

 A. Crenças sobre mudanças climáticas

– 2,834 entre 4,250 entrevistados compartilharam a primeira coisa vem à sua mente quando ouvem "mudança climática" em uma palavra ou uma frase. Analisando a freqüência dessas palavras / frases dentro da metodologia da pesquisa, descobriu-se que as palavras mais freqüentemente mencionadas são "calor” (mencionada 225 vezes), seguido de "névoa” (mencionada 179 vezes) e "aquecimento global” (mencionada 170 vezes).


– 80% dos 2.834 entrevistados que deram uma palavra / frase como primeira coisa que veio à mente quando ouviram "mudança climática" classificaram essas palavras / frases como "negativas".


– 92,7% dos entrevistados dizem que sabem pelo menos um pouco sobre mudanças climáticas. Mais de metade (57,2%) dizem que sabem "apenas um pouco sobre isso", quase um em cada três (31,5%) diz que sabe "algo sobre isso" e apenas 4% dizem que sabem "muito" sobre mudanças climáticas, enquanto 7,1% dizem que "nunca ouviram falar sobre isso".


– 94,4% dos entrevistados pensam que as mudanças climáticas estão acontecendo, contrastando com apenas 5,3% declarando que pensam que as mudanças climáticas não estão acontecendo.


– 66,0% dos entrevistados entendem que as mudanças climáticas são causadas "principalmente por atividades humanas", enquanto 11,1% dizem que é devido a "mudanças naturais no meio ambiente". E 19,3% dos entrevistados pensam que é causada por ambos os motivos. Nesta questão, 1,7% declararam acreditar que a mudança climática "não está acontecendo".


– 79,8% dos entrevistados dizem que estão "muito" (16,3%), ou "um pouco" (63,5%) preocupados com a mudança climática. 16,2% e 3,9% dos entrevistados dizem que estão "não muito" ou "nada" preocupados com isso, respectivamente.

 


B. Impactos das Mudanças Climáticas


– 75,2% dos entrevistados já foram pessoalmente afetados pelas mudanças climáticas, enquanto 24,6% têm uma percepção contrária.


– 31.1% pensam que a mudança climática os prejudicará e a suas famílias muito ou moderadamente; 51,4% pensam que prejudicará o público na China muito ou moderadamente; 78% pensam que isso irá afetar as gerações futuras muito ou moderadamente, enquanto 71,7% pensam que isso impactará as espécies vegetais e animais muito ou moderadamente.


– 95,1% dos entrevistados pensam que a mudança climática causará aumentos nas  ocorrências de poluição do ar, seguidas de epidemias de doenças (91,3%), secas e escassez de água (89,8%), inundações (88,2%), derretimento das geleiras (88,0%) extinções de espécies vegetais e animais (83,4%) e fome e falta de alimentos (73,4%) nas próximas duas décadas na China, se não houver contramedidas às mudança climática.


– 33,4% dos respondentes preocupam-se com a poluição do ar. Outros estão mais preocupados com doenças (29,0%), secas (10,9%), inundações (8,6%) e derretimento das geleiras (6,8%).


– 72,6% dos entrevistados pensam que as mudanças climáticas e a poluição do ar estão inter-relacionadas entre si. Além disso, 14,3% pensam que as mudanças climáticas levam à poluição do ar e 12,8% pensam que a poluição do ar leva à mudança climática.

 


C. Respondendo às Alterações Climáticas


– 47,8% dos entrevistados acreditam que a mitigação da mudança climática é mais importante do que a adaptação às mudanças climáticas como contramedida no enfrentamento da crise climática. 45,3% dos entrevistados pensam que a mitigação é tão importante quanto a adaptação. Apenas 6,7% pensam que a adaptação é mais importante.


– Quando perguntados sobre os principais papéis na resposta às mudanças climáticas, entre governo, ONGs ambientais, empresas / organizações empresariais, o público e os meios de comunicação, a maioria dos entrevistados acredita que o governo deve assumir relativamente mais responsabilidades, seguido de "Imprensa" e "ONGs ambientais".


l   Quando perguntados sobre os temas aos quais o governo central chinês deve prestar atenção, entre "poluição do ar, poluição da água, mudanças climáticas, proteção do ecossistema, desenvolvimento econômico, educação, terrorismo e cuidados de saúde", mais de 70% dos entrevistados pensam que a todas essas áreas deve ser dada especial atenção do governo central. Na média, os entrevistados dizem que a questão da poluição do ar é a mais importante, seguida da poluição da água, proteção do ecossistema, saúde e mudanças climáticas.


l   Entre as áreas acima mencionadas que são de alta atenção pública, 24,3% dos entrevistados pensam que a poluição do ar é a mais importante, seguida de proteção ecológica (18,0%) e saúde (17,2%), 8,8% dos entrevistados acreditam que a questão mais importante é mudança climática, que é ainda mais crítica do que o desenvolvimento econômico e o antiterrorismo.


 

D. Políticas de mudança climática


l   Em 2015, a China assinou um acordo internacional em Paris com outros 195 países. 96,3% dos entrevistados apoiam "um pouco” ou " fortemente" a participação da China no Acordo de Paris e entre eles, 59,3% afirmam que o apoiam "fortemente”.


– 94% dos entrevistados dizem que apoiam a decisão da China de permanecer no Acordo de Paris para limitar a poluição que causa a mudança climática. 52,5% dizem que o apoiam fortemente.


– 96,8% dos entrevistados apoiam o esforço da China para promover a cooperação internacional em mudanças climáticas, das quais mais de metade (54,7%) afirmam que apoiam "fortemente”.


– 96,9% dos entrevistados apoiam os esforços do governo no controle total da quantidade de emissões de gases de efeito estufa da China e 64,5% são fortemente favoráveis a ele.


l   Cada política para mitigar as alterações climáticas ou reduzir as emissões é "um tanto" ou "fortemente" apoiada por cerca de 90% dos entrevistados.


– 98,7% dos entrevistados apoiam a afirmação de que as escolas devem ensinar aos alunos sobre as causas, consequências e possíveis soluções para as mudanças climáticas.

 


E. Execução de ações climáticas:


l   Quando perguntados se eles estariam dispostos a pagar mais por produtos amigáveis com o clima, 73,7% dos entrevistados responderam afirmativamente.


l   Quando perguntados se gostariam de pagar para compensar suas emissões pessoais completamente (se a compensação das emissões pessoais custa 200 mil milhões de yuan por ano), 27,5% dos entrevistados disseram que sim.


– 46.7% dos entrevistados usaram bicicletas compartilhadas.


– 92.6% dos entrevistados apoiam o uso de bicicletas compartilhadas como forma de viajar.


– 55.6% dos entrevistados ouviram que, além do consumo doméstico, a eletricidade gerada a partir de painéis solares fotovoltaicos pode ser vendida para o State Grid.


 

F. Comunicação sobre Mudanças Climáticas


– Os entrevistados dizem ter obtido informações sobre mudanças climáticas através de três principais canais de informação, que são televisão (83,6%), WeChat (79,4%) e amigos e familiares (68,1%).


– 94% dos entrevistados têm forte desejo de aprender mais sobre mudanças climáticas. Especificamente, a maioria dos inquiridos gostaria de aprender mais sobre "impactos nas mudanças climáticas".


l   Os respondentes confiam mais no governo central como fonte de informações sobre mudanças climáticas.




– Quando perguntados sobre o tipo de notícias sobre as quais mais se interessam, 12,3% selecionam notícias ambientais. 
– 97.7% dos entrevistados estão dispostos a compartilhar informações sobre mudança climática com suas famílias e amigos.