“O sol forte e calor na …”

 


Uma das cenas que mais marcantes do cinema é da atriz Marilyn Monroe em O pecado Mora ao lado, quando ela se delicia com o vento que sai de um duto do metrô de Manhattan e levanta o vestido branco eternizado.


Trinta anos depois, a atriz Kelly LeBrock, em a Dama de Vermelho, também aproveitou o vento que entrava por baixo do lindo vestido vermelho. Que mulher não deu uma sacudida na saia num dia de forte calor?


O forte calor aumenta a temperatura do órgão genital feminino que é a região mais quente do corpo e provoca suor e odor. Segundo a Dra. Marisa Patriarca ginecologista e professora da pós-graduação da UNIFESP, é também nessa época que a mulher deve ter mais atenção com higiene e cuidados com a saúde íntima.


As praias e as piscinas ficam mais cheias e que delícia ficar com o biquini molhado. Segundo a Dra Marisa Patriarca, isso é um perigo à saúde genital feminina porque a calcinha molhada é um local propício a proliferação de leveduras, como a candidíase, que podem determinar corrimento e coceiras.


A vagina é um local naturalmente quente e úmido do corpo, assim, quando a temperatura e umidade aumentam são fatores que influenciam no aparecimento de infecções constantes.


O corpo funciona em equilíbrio, e na vagina não é diferente. Aliás, a região vulvovaginal é uma das regiões do corpo mais propensas a desequilíbrios, que causam desconforto e coceira.


 

DICAS DA DRA. MARISA PARA CURTIR O CALOR SEM COMPROMETER A SAÚDE VAGINAL.

 

1. Atente-se ao tempo utilizando o mesmo biquíni molhado. Quanto mais exposta à umidade excessiva, mais a vagina está propensa a proliferação dos fungos. O uso de secador nas roupas de banho úmidas é uma ótima opção.


2. Prefira o uso de calcinhas de algodão, elas permitem maior fluxo de transpiração. As calcinhas de lycra dificultam a troca de umidade e devem ser evitadas. Procure dormir sem calcinha para diminuir a proliferação de bactérias que não gostam de oxigênio.


3. Fique atenta quanto ao uso de sabonetes íntimos. Muitas mulheres se dão bem, para outras, o sabonete íntimo não funciona bem e pode agravar o caso. De qualquer forma, seu uso excessivo pode alterar o pH vaginal e a barreira cutânea da genitália externa. Nessas situações, dê preferência aos sabonetes neutros, de glicerina.


4. A depilação da zona genital está liberada, mas preste atenção aos limites do seu corpo. A sensibilidade cutânea é diferente em cada mulher, não há regras, o importante é não se expor à riscos. Fique atenta a higiêne do local onde você realiza depilação com cera e não faça se a cera é reutilizável que pode levar a contaminação.


5. Coceiras, corrimento e odor desagradável, diferente do habitual, podem indicar alteração da flora vaginal e o exame e as orientações do ginecologista nortearão o tratamento ideal para cada mulher.

 

E, se depois desses cuidados, o calor pertubar, Dra. Marisa aconselha as mulheres “sacuda a saia com vontade e deixe o ventinho arejar. “

 



Dra. Marisa Teresinha Patriarca - ginecologista e obstetra. Professora de ginecologia do curso de pós-graduação da Unifesp. Tem mestrado e doutorado pela Unifesp. É médica assistente, doutora e coordenadora do Setor Multidisciplinar de Pesquisa em Patologia da pele feminina do Departamento de Ginecologia da Unifesp. Chefe do Setor de Climatério do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE)

 

 

 

 




 

7 Mitos e Verdades sobre o Aneurisma Cerebral


Duas a cada 100 pessoas, em média, têm um aneurisma no cérebro, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a imensa maioria jamais irá descobrir este fato. O aneurisma cerebral é uma doença silenciosa, quer dizer, não apresenta sintoma algum ao longo da vida, a não ser, é claro, quando ele se rompe.

O aneurisma é causado pelo enfraquecimento da parede de uma das artérias sanguíneas que irrigam o cérebro. Quando esta artéria está fragilizada, com a pressão do sangue forma-se uma espécie de “balão”, cujo termo médico é aneurisma.

“Cerca de 9 a cada 100 mil pessoas irão vivenciar o rompimento do aneurisma, que causa hemorragia. Ele é fatal em 50% dos casos. Dos que sobrevivem, aproximadamente 66% vão ter sequelas”, relata o neurocirurgião Dr. Iuri Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann.
Assim como muitas doenças, o aneurisma cerebral ainda é cercado de mitos. Saiba o que é verdade e o que é mentira.

1. O aneurisma pode ser congênito. Verdade. algumas pessoas podem nascer com anormalidades nas paredes dos vasos sanguíneos ou com alguma doença hereditária que agrava possíveis problemas nas paredes arteriais, predispondo-as a um aneurisma. Entretanto, os fatores externos são as principais causas. “Os dois mais importantes são o fumo, que danifica a parede do vaso, e a hipertensão”, alerta do Dr. Weinmann.



2. É possível ter mais de um aneurisma de uma vez? Verdade. Dados da American Stroke Association apontam que se a pessoa tem um aneurisma, há entre 15% e 20% de chance de ter outro simultaneamente.



3. Homens têm mais chance de ter aneurisma. Mito. Três mulheres a cada dois homens sofrem com a condição. “Aproximadamente 60% dos que se rompem acontecem em mulheres”, diz o neurocirurgião. Outro dado que pesa contra as mulheres: quando o aneurisma se rompe, elas têm 74% mais chance de ter hemorragia subaracnóidea (HSA), segundo estudo publicado na revista Neurology. A HSA, quer dizer, o extravasamento do sangue para o espaço entre o cérebro e o crânio, é um dos eventos mais catastróficos de que se tem conhecimento na medicina, com uma letalidade de 50%.



4. Os sintomas do aneurisma parecem com os de um AVC. Sim e não. Muitas pessoas passarão a vida sem saber que tinham um aneurisma. “Mas, quando os aneurismas crescem, eles podem pressionar determinadas áreas do cérebro, causando sintomas que são idênticos aos de um AVC, como, por exemplo, visão dupla, perda de equilíbrio e problemas na fala”, explica o Dr. Weinmann.



5. Aneurisma pode causar um AVC? Sim. Uma das causas do acidente vascular cerebral (AVC) é o rompimento de um aneurisma. Neste caso, estamos falando do acidente vascular cerebral hemorrágico, que além da hemorragia, causa aumento da pressão intracraniana e inchaço no local.



5. Aneurisma rompido pode ser confundido com enxaqueca. Verdade. Um dos sintomas-chave do aneurisma que se rompeu é uma dor de cabeça fortíssima e praticamente incapacitante, pois ela é acompanhada de náusea, vômito, fotofobia, visão dupla e até perda de consciência. Dados da Brain Aneurysm Foundation estimam que de todos os pacientes que correm para o hospital, vítimas de fortes dores de cabeça, 1% é diagnosticado com hemorragia subaracnóidea. Portanto, se você se deparar com alguém nesta situação, leve essa pessoa imediatamente para um hospital.



6. Sexo pode aumentar a chance de o aneurisma se romper. Verdade. Um estudo publicado na revista Stroke mostrou que o sexo é um dos gatilhos para o rompimento de um aneurisma, aumentando a chance – temporariamente – em 4,3%. Já o consumo de café pode fazer o risco crescer em 10,6% e atividade física vigorosa, em 7,9%.



7. O tratamento do aneurisma requer grandes cirurgias. Depende. Se o aneurisma é muito pequeno, pode-se decidir por apenas fazer um acompanhamento ou por uma cirurgia minimamente invasiva. “A cirurgia tradicional para tratar um aneurisma se chama craniotomia. Por meio de uma pequena incisão no crânio, o médico implanta um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma. É uma cirurgia que pode demorar mais de quatro horas, feita com anestesia geral.

Graças ao avanço das técnicas cirúrgicas, hoje é possível realizar a embolização endovascular. O médico faz uma pequena punção na artéria femoral na virilha e implanta um micro cateter até o interior do aneurisma. Depois, o médico insere sucessivas espirais metálicas no interior do saco aneurismático até a exclusão circulatória. Esta técnica reduz as taxas de morbidade e mortalidade.

 

 

 

 



 

 

 Dezembro Laranja, Mês de Prevenção ao Câncer da Pele!

 


Com a mensagem “Se exponha mas não se queime”, 

a Sociedade Brasileira de Dermatologia enfatiza a importância de hábitos cotidianos para a prevenção ao câncer da pele

 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos os anos surgem mais de 176 mil casos de câncer da pele, o de maior incidência no país. Atenta a esse alto índice, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desenvolve, desde 2014, o movimento Dezembro Laranja, com a promoção de uma série de iniciativas de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, incluindo a importância da fotoproteção para a redução dos riscos. Este ano, pela primeira vez, a campanha continua durante todo o verão, trazendo diferentes ações na internet, ruas, praias e parques.

 

Sob o slogan “Se exponha mas não se queime”, a campanha pretende conscientizar e educar as pessoas sobre os riscos do câncer da pele decorrentes da exposição excessiva ao sol sem proteção, lembrando que filtro solar não é o único cuidado contra a radiação ultravioleta. A mensagem visa atingir, sobretudo, quem trabalha sob o sol ou ao ar livre e as pessoas em seu cotidiano profissional e em momentos de lazer.

 

“Queremos divulgar para a grande população, especialmente para os trabalhadores que desempenham suas funções expostos ao sol, como carteiros, vendedores ambulantes, operários da construção civil, feirantes e outros, esse conjunto de atitudes, essenciais para que essa exposição prolongada não traga problemas de saúde”, afirma o presidente da SBD, José Antonio Sanches.

 

A recomendação é de que usem equipamentos de proteção individual (EPI): chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares com fator mínimo de proteção solar (FPS) 30. A hidratação constante também faz parte dessas medidas fotoprotetoras, sem esquecer de evitar os horários de maior insolação: de 10h às 16h.

 

Entre as iniciativas previstas, estão a divulgação de peças publicitárias na internet (Facebook, Instagram e site), com concentração durante o mês de dezembro, que alertam sobre a incidência do câncer da pele. As peças virão marcadas com a hashtag #DezembroLaranja e #ControleoSol. O público interessado poderá divulgar a campanha nas redes sociais, customizando a foto de perfil, postar o texto com fundo laranja no Facebook ou usar o filtro laranja do Stories no Instagram.

 

Assim como em anos anteriores, personagens e lideranças em suas áreas de atuação participarão do movimento vestindo a cor laranja e monumentos nacionais serão iluminados com a cor símbolo da campanha, frisando o compromisso com a prevenção e medidas protetoras.

Para saber mais sobre a campanha, acesse: www.dezembrolaranja.com.br

 

 

Mutirão nacional de atendimento, prevenção e combate ao Câncer da Pele acontece no dia 2 de dezembro

 

A primeira ação do Dezembro Laranja ocorrerá no dia 2 de dezembro, sábado (de 9 às 15h), quando cerca de três mil dermatologistas voluntários prestarão atendimento, esclarecimento e aconselhamento quanto à importância de adotar medidas preventivas. As consultas serão realizadas, gratuitamente, em cerca de 130 postos de atendimento em todo o Brasil.

 

Para conhecer os postos de atendimento, acesse: http://www.sbd.org.br/controleOsol/exame-preventivo-gratuito/

 

Essa é a 18a edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo Sergio Palma, vice-presidente da SBD, “é um dia de voluntariado no qual queremos reforçar a importância da proteção diária para prevenção, além de alertar que a identificação precoce do câncer da pele aumenta as chances de cura e evita danos ou mutilações mais profundas”, declara o médico.

 

Desde a sua implementação, em 1999 a campanha da SBD atingiu 566.873 pessoas. Em 5 de dezembro de 2009, a SBD recebeu a certificação do Guinness World of Records por ter promovido a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia, e a maior campanha mundial de prevenção ao câncer da pele, com mais de 34 mil atendimentos em diferentes regiões do Brasil.

 

ATENÇÃO: Em Pernambuco, o mutirão de atendimento da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, acontecerá na quarta-feira, 6 de dezembro, de 9 às 15h.

 

Sobre o câncer da pele

O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberto no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.


Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa de câncer da pele. O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza.

 

A regra do ABCDE ajuda na suspeita de uma lesão maligna e sinaliza que um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia deve ser procurado.

 

ABCDE da pinta:

 

Assimetria: A metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.


Bordas: Lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.

 

Cor: A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade.

 

Diâmetro: Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.

 

Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.

 

Outra forma de avaliar o risco da doença é através da “Calculadora de Risco para Câncer da Pele”, também disponível no site - http://www.sbd.org.br/controleOsol/calculadora/

 

 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com periodicidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não conseguimos ver sozinhos. Ao se expor, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.

 

 

Previna-se


– Evite o sol entre 10h e 16h

– Aplique o protetor solar diariamente (fator de proteção de no mínimo 30) e repita a aplicação a cada 2 horas

– Use camiseta, chapéu de abas largas, sombrinha e guarda-sol 

– Não se esqueça dos óculos escuros, de preferência com lentes de boa qualidade

 

A SBD lembra que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção! Vale reforçar que nem o autoexame, nem a calculadora de risco, substituem a consulta ao dermatologista da Instituição. Encontre um dermatologista da SBD - http://www.sbd.org.br/

 

 

 





 

Obesidade pode atingir mais da metade das mulheres no Brasil e se torna desencadeadora de doenças graves e crônicas

 

Diabetes; infertilidade; ansiedade; depressão; problemas cardiovasculares; cânceres; e o aumento da pressão arterial são algumas das possíveis consequências do sobrepeso, que atinge mais da metade da população feminina (53,8%), e principalmente da obesidade, que está presente em 19,6% das mulheres brasileiras.


De acordo com o médico e diretor do Instituto Mineiro de Obesidade (IMO), Leonardo Salles, é importante que quando se deseja tratar o peso é justamente, não tratar somente o peso, pois esse é apenas um sintoma do problema. “Temos que discutir a síndrome da obesidade, debatendo suas causas, que acabam por levar ao ganho de peso. Independente da técnica utilizada para a perda de peso, o fundamental é abordar a obesidade como síndrome que é, abordando seus fatores desencadeantes, com boa psicoterapia, reeducação alimentar, incorporando a atividade física no dia a dia, e aceitando a necessidade da mudança de estilo de vida”, afirma.


Conforme uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Verhum, mulheres obesas submetidas à fertilização in vitro tiveram uma taxa de abortamento espontâneo de 66,6%, contra 17,8% entre aquelas que tinham sobrepeso e 13,8% entre as que estavam no peso normal.


Segundo Leonardo Salles, no âmbito da fertilidade feminina, a obesidade além de dificultar a gravidez natural ou por técnicas de reprodução assistida, também provoca o aumento das possibilidades de aborto, prematuridade, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, infecções pós-parto e a geração de filhos com propensão a obesidade. “O fator principal que influencia na infertilidade da mulher obesa é o excesso de estrogênio (hormônio sexual feminino). A produção deste hormônio está diretamente associada a gordura corporal, e o seu excesso causa um desequilíbrio hormonal que pode impedir a ovulação, e por consequência a diminuição das chances de gravidez e instalação da infertilidade”, explica.


Outra doença que já foi associada aos homens, mas que atualmente está se sobressaindo dentre as mulheres é o diabetes. Cerca de 9,9% das mulheres brasileiras declarou ter diabetes em 2016, contra 7,8% dos homens, segundo uma pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.


Geralmente, o diabetes afeta pessoas com menos anos de estudo e acima dos 55 anos. As mulheres com mais de 35 anos com obesidade abdominal, hipertensão arterial e triglicérides elevados são o público com maior risco de desenvolver a doença.


Leonardo Salles esclarece que a obesidade abdominal ocorre entre pessoas com circunferência da cintura acima de 88 cm, no caso das mulheres, e de 102 cm, nos homens. “E este tipo de obesidade em mulheres também podem desenvolver o diabetes gestacional, desencadeado por alterações no metabolismo materno e agravada pelo ganho de peso excessivo durante a gestação, idade materna avançada e quadro de hipertensão arterial. Na maioria dos casos, o diabetes gestacional desaparece após o nascimento do bebê, mas a condição aumenta as chances de a mulher desenvolver doenças cardiovasculares e a probabilidade de apresentar a doença após a menopausa”, aponta.


Ainda segundo dados levantados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), houve um crescimento na quantidade de mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC) entre as mulheres de 2010 a 2015. A quantidade de óbitos por AVC é praticamente igual entre os sexos, sendo 50.251 de homens e 50 252 de mulheres em 2015. Mas a diferença é que há uma tendência de queda na porcentagem de casos dentre os homens e o oposto está acontecendo com as mulheres.


Por fim, uma pesquisa da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial de Saúde, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, constatou que o sobrepeso e a obesidade são causadores dos principais cânceres que atingem a população feminina, são eles: câncer de colo do útero, endométrio, mama, útero e ovário.

 

 

 




 

 

Viagens podem comprometer a visão


Especialista dá dicas de como evitar problemas com seus olhos durante viagens. Confira.

 

Num estalar de dedos as férias já estão aí e até os olhos de quem não tem dificuldade para enxergar sofrem durante as viagens. Isso porque, funcionam como uma janela do nosso corpo. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier de Campinas a dica número um nas viagens é consultar um especialista logo que perceber qualquer alteração na visão. Por exemplo, afirma, nas viagens modificamos os hábitos alimentares e, de repente, nossos olhos podem ficar embaçados por umacrise de hipertensão arterial ou de hipoglicemia em diabéticos, situações que exigem atendimento médico imediato. Outro sinal de alerta é enxergar pontos flutuantes e flashes de luz. O especialista afirma que pode ser apenas um sintoma da degeneração do humor vítreo, líquido que preenche o globo ocular. Mas também pode sinalizar descolamento, rasgo ou outro problema na  retina, emergências com risco de perda permanente da visão.



Óculos reserva


No Brasil 1 em cada 2 pessoas precisa usar óculos ou lente de contato para corrigir a visão conforme estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de oftalmologia). Apesar do alto índice, o oftalmologista conta que  os prontuários do hospital mostram que 52% dos que precisam de correção visual só têm um par de óculos Nem é preciso dizer que em caso de perda durante viagens muitos podem ficam em um situação complicada de locomoção e prática de atividades corriqueiras. Por isso, observa, quem usa óculos precisa ter, no mínimo, dois pares.



Colírio lubrificante


Nas viagens aéreas Queiroz Neto recomenda carregar na bagagem de mão frascos de colírio lubrificante para pingar durante o voo e combater o ressecamento da lágrima. Isso porque, na cabine dos aviões o ar tem menos oxigênio e a umidade cai 30%. O resultado é a maior evaporação da lágrima que tem a função de proteger os olhos. A falta de lubrificante facilita o aparecimento de conjuntivite e ceratite (inflamção da córnea), doenças que também aumentam durante as férias de verão por causa do calor e do contato dos olhos com a água contaminada de praias e piscinas, afirma.



Lentes de contato


O oftalmologista pontua que nos voos com mais de duas horas de duração as lentes de contato devem ser retiradas porque a baixa umidade da cabine provoca atrito  com a camada externa da córnea, mesmo que o colírio  seja instilado. Por isso, quem usa lente de contato também deve carregar na bagagem de mão a solução higienizadora para poder reutilizar as lentes na decolagem.  Insistir no uso durante a viagem, destaca, pode provocar lesões superficiais na córnea que tem como sintomas olhos vermelhos, doloridos e lacrimejantes. Em pessoas com baixa imunidade, comenta, estas lesões infeccionam formando uma úlcera que leva à diminuição permanente da visão.



Restrições após cirurgias


Queiroz Neto ressalta que as viagens de avião só são contraindicadas quando uma pessoa passa por cirurgia feita com injeção de uma bolha de ar  no olho  que pode expandir perigosamente. Esta técnica, ressalta, é aplicada em alguns transplantes de córnea, nas cirurgias de retina e de catarata mais complicadas. Por isso, quem já passou por este tipo de cirurgia deve evitar as viagens aéreas.



Colírios perdem a validade


Segundo o médico quem tem glaucoma, doença que em 90% dos casos está relacionada ao aumento da pressão intraocular e é tratada com uso contínuo de colírios, deve informar ao oftalmologista quando vai viajar para que adapte a prescrição dos colírios ao tipo de viagem.


O especialista explica que todo colírio desnatura, ou seja, perde o efeito quando exposto à alta temperatura. Por isso, alguns precisam ser mantidos sob refrigeração durante as viagens.  Este é o caso cetotifeno indicado para alergia ocular, e dos análogos de prostaglandina - latanoprosta e tafluprosta – indicados para tratamento de glaucoma. “A adesão ao tratamento do glaucoma pode significar a diferença entre enxergar e perder definitivamente a visão. Por isso é tão importante que a mudança de rotina não interfira no tratamento”, observa.




 



 

 

 

Dezembro Vermelho: mitos e verdades sobre a AIDS

 

Professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo esclarece dúvidas mais frequentes sobre a síndrome

 

Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a síndrome da imunodeficiência adquirida, mais conhecida pela sigla AIDS (do inglês “acquired immunodeficiency syndrome”), continua a ser uma preocupação dos brasileiros. Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas (Unaids), 15 mil pessoas morreram em decorrência do vírus HIV, o causador da AIDS, em 2015, somente no Brasil.


A Unaids ainda indica que a população vivendo com a doença no País passou de 700 mil, em 2010, para 830 mil, em 2015, fazendo com que o Brasil respondesse por mais de 40% das novas infecções na América Latina. Entre os adultos brasileiros, os novos casos subiram 18,91% em 15 anos. No mundo, em média, 1,9 milhão de adultos a cada ano foram infectados com HIV desde 2010.


Por conta do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, celebrado anualmente em 1º de dezembro, o Governo Federal instituiu recentemente o Dezembro Vermelho, mês que será inteiramente dedicado no combate à síndrome, por meio de campanhas de prevenção.


Apesar de ter se tornado mundialmente conhecida desde que foi descoberta, há 30 anos, a AIDS ainda deixa muitas dúvidas. A Dra. Maria Amélia de Sousa Mascena Veras, médica e professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), esclarece o que é mito e o que é verdade em relação à síndrome.


- O vírus HIV pode ser transmitido por beijo, abraço ou aperto de mão?


Mito. O vírus HIV é transmissível apenas por contato sexual ou pelo sangue.



- É possível contrair o vírus HIV no sexo oral?


Verdade. Embora o risco seja significativamente menor se comparado a outras modalidades de sexo (anal e vaginal), as chances aumentam se houver alguma ferida aberta ou ejaculação na boca.



- Todo portador de HIV tem AIDS?


Não necessariamente. HIV é o vírus, que pode ou não se manifestar em sua síndrome (AIDS).



- No Brasil, é possível fazer prevenção medicamentosa para evitar a contaminação do HIV?


Verdade. O que já existe é a PEP (profilaxia pós-exposição), um conjunto de medicamentos anti-HIV que pode ser tomado até 72 horas após a situação de risco, durante 28 dias, para diminuir as chances de uma infecção pelo HIV. Porém, será possível fazer prevenção medicamentosa para evitar a contaminação deste vírus a partir de 1º de dezembro de 2017, quando será implementada a PrEP (profilaxia pré-exposição) no Sistema Único de Saúde (SUS). A PrEP, no entanto, não confere proteção contra nenhuma outra infecção sexualmente transmissível, como sífilis, hepatites ou gonorreia.



- O diagnóstico é feito somente por exame de sangue?


Mito. Além do teste pelo sangue, já existe o teste de fluido oral, que é capaz de detectar a presença de anticorpos para o HIV na saliva.



- Se o exame der negativo, posso respirar aliviada?


Mito. Se o exame der negativo, existe uma chance muito grande de que a pessoa não esteja infectada. Porém, se a pessoa tiver tido alguma exposição ao HIV durante o período chamado janela imunológica – período que o organismo necessita para desenvolver anticorpos detectáveis nos exames –, pode, sim, haver infecção com resultado negativo. Vale lembrar que, para os testes disponíveis no sistema público de saúde, considera-se como janela imunológica o período de 30 dias após situação de risco. Caso a pessoa acredite ter se exposto durante esse período, recomenda-se repetir o teste 30 dias depois.



- É possível contrair vírus HIV em estúdios de tatuagem, manicures e consultórios de dentista?


Verdade. Além de outras infecções graves como hepatites. Por isso, é necessário que todos os aparelhos utilizados sejam descartáveis ou devidamente esterilizados antes de serem utilizados novamente.



- Portadores de HIV, mesmo fazendo tratamento correto, morrem mais cedo do que pessoas que não estão infectadas?


Talvez. Portadores de HIV têm um risco maior de desenvolver problemas de saúde como infecções oportunistas (tuberculose, toxoplasmose etc.) e alguns tipos de câncer, especialmente quando sua carga viral não está zerada. No entanto, pessoas que iniciam o tratamento cedo e o fazem da maneira correta, diminuem significativamente esses riscos. Atualmente, há muitas pessoas vivendo com HIV com a mesma expectativa de vida de pessoas não-infectadas.



- Mulheres soropositivas podem engravidar sem que o vírus HIV seja transmitido?


Verdade. Se já estiverem em tratamento ou o iniciarem o quanto antes, o risco de transmissão para o bebê se reduz a quase zero.



- É preciso haver penetração para a transmissão do HIV?


Mito. O HIV tem diversas formas de transmissão, inclusive pelo sangue. No entanto, o sexo com penetração é um dos que oferecem maior risco, especialmente se houver ejaculação ou feridas abertas em qualquer um dos órgãos envolvidos (pênis, ânus ou vagina).


- Os novos coquetéis de drogas fizeram da AIDS uma doença crônica como a hipertensão?


De certa forma, sim. Isto significa que a chance de alguém que adere ao tratamento da maneira correta desenvolver AIDS é mínima. No entanto, é preciso lembrar que interromper o tratamento vai fazer com que o vírus volte a se multiplicar, além de favorecer sua mutação em formas mais resistentes aos medicamentos disponíveis.



- Toda camisinha é 100% confiável?


Nenhum método de prevenção é 100% eficaz. O preservativo, contudo, confere um grau de proteção muito alto, próximo a 100%, se utilizado da maneira correta. Recomenda-se, especialmente no sexo anal, que ela seja utilizada junto a um gel lubrificante à base de água, uma vez que o ânus não possui lubrificação natural e a camisinha pode se romper com o atrito.



- Quem tem uma relação estável pode dispensar o preservativo?


Esta é uma decisão que tem de partir de cada casal. Se ambos forem soronegativos e mantiverem uma relação estritamente monogâmica (isto é, sem outros parceiros), não há qualquer chance de infecção pelo HIV. Se um ou ambos os parceiros possuírem o HIV, recomenda-se o uso da camisinha para evitar a infecção do parceiro HIV negativo ou a reinfecção no caso de uma pessoa HIV positivo. Em casais com relacionamentos abertos, o preservativo também pode estar presente como coadjuvante na redução de riscos.

 



Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo - FCMSCSP

www.fcmsantacasasp.edu.br

 

 

 



 

 

 

 

Prudence alerta para o uso de preservativo em todas as relações sexuais; casos de Hepatite A na cidade de São Paulo cresceram 960%


Em 2017, cerca de 600 pessoas foram infectadas na capital, sendo que 45% dos casos foram transmitidos por meio do sexo desprotegido


É comum relacionarmos como uma das principais formas de contágio pela hepatite A a ingestão de água e alimentos contaminados. Apesar disso, conforme dados recentes divulgados pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), a contaminação através da prática de sexo, inclusive oral e anal, sem proteção apresentou um aumento significativo, representando quase metade dos casos.


De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo, até o mês de outubro, foram reportados 604 casos de pessoas contaminadas pela doença, enquanto no mesmo período de 2016 foram registrados 57. Além disso, um boletim epidemiológico da Covisa apresentou um dado alarmante: o vírus foi transmitido em 272 casos através do contato sexual.


Diante disso, a DKT do Brasil, por meio da marca de preservativos Prudence, ressalta a importância do uso de preservativos em todas as relações sexuais. Diferente de outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), a hepatite A não é transmitida através de fluidos corporais ou secreções – e, sim, pelo contato com as fezes de uma pessoa contaminada. Nesse caso, o cuidado com a higiene é ainda mais importante e a prevenção na hora do sexo, principalmente nas práticas orais e anais, é essencial.


A Prudence tem como missão não apenas alertar para o sexo seguro, mas também mostrar que uso do preservativo pode ser um diferencial na hora da relação, levando mais diversão, cor e sabor. Prova disso é a linha de preservativos mais completa do mercado, com mais de 40 itens.


Pioneira no lançamento da camisinha com cor, aroma e sabor, sua linha conta com opções para todos os gostos, com diferentes tamanhos, texturas, sabores e muito mais.