O que é o Vírus Sincicial Respiratório

 

Vírus transmitido pelo ar é o responsável pela bronquiolite e afeta cada vez mais crianças em época de baixa estação.

 

 

 

 

 

A bronquiolite viral é uma doença que tem atingindo cada vez mais crianças de até dois anos. Ela é uma inflamação dos menores tubos que, dentro dos pulmões, levam o ar aos alvéolos, onde ocorre a troca de oxigênio por gás carbônico.

 

 

 

Transmitida pelo ar, por meio do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), seu maior índice ocorre em épocas de baixa temperatura, nas estações de outono e inverno. Isso ocorre porque nessa época é normal que fiquemos mais aglomerados em ambiente fechado, sem circulação de ar, gerando maior proliferação do virus.

 

 

 

Para um adulto o VSR nada mais é do que um resfriado, mas no organismo de bebês e crianças, esse vírus ocasiona insuficiência respiratória, ou seja, dificuldade para respirar.

 

 

 

 “O fator preocupante da doença é que ela começa de maneira leve, muitos pais pensam que é apenas uma gripe, até evoluir para um quadro mais grave, onde a criança às vezes precisa da ajuda de aparelhos respiratórios.”, explica Fayad Khodr, pediatra da Clinica Fares Osasco.

 

 

 

Com o aumento de casos de bebês e crianças infectados pelo vírus, os responsáveis devem redobrar os cuidados, pois a contaminação acontece principalmente por beijo e toque com as mãos. Também é possível contrair por meio de objetos compartilhados, como utensílios de cozinha, toalhas ou brinquedos.

 

 

 

O VSR é um dos principais responsáveis pelas infecções respiratórias em crianças menores de dois anos, sendo o causador de até 75% dos casos de bronquiolites.  Não existe um tratamento especifico para a doença, cada caso deve ser analisado pelo pediatra, que indicará o uso de medicamento ou algo complementar.

 

 

 

É fundamental para a prevenção que os responsáveis deixem a casa ventilada, lavem sempre as mãos e higienize-as com álcool gel. Se algum morador da residência estiver gripado, é indicado o uso de mascara no contato com a criança e evitar lugares com aglomeração de pessoas. 

 

 

 

Ainda segundo o pediatra, crianças que apresentem vômitos, respiração com mais de 60 inspirações e expirações e pele azulada devem ter atenção redobrada. 

 

 

 

“O alerta que sempre faço é que os responsáveis devem estar sempre atentos. Qualquer suspeita deve ser diagnosticada por um pediatra, pois às vezes o tratamento é tranquilo, outras vezes não. Existem muitos casos em que a criança é internada, e isso gera muito estresse para os responsáveis e para a criança. Por isso, a prevenção é fundamental antes da evolução de um quadro mais grave.”, conclui.

 

    

 

Entendam quais são os sintomas e causas: 

 

Sintomas:


 

Os sintomas da bronquiolite  são muito semelhantes aos de um resfriado. Começa com corisa, falta de apetite, mudança no comportamento, fazendo a criança ficar um pouco mais quieta que o habitual até evoluir para chiado no peito e tosse.  


 

Pele levemente azulada, devido à falta de oxigênio, tosse, febre, respiração rápida ( taquipneia) e retrações intercostais,  que é o afundamento dos músculos ao redor das costelas à medida em que a criança tenta respirar. 


 

O porquê apenas crianças contraem:


 

A bronquiolite atinge crianças de até dois anos por conta do seu aparelho respiratório, que não é totalmente desenvolvido, assim como seu sistema imunológico, porém outros fatores também podem colaborar, entre eles:


 

Falta de amamentação


 

Nascimento prematuro


 

Alguma condição subjacente no coração ou nos pulmões


 

Sistema imunológico enfraquecido ou ainda não totalmente desenvolvido


 

Exposição à fumaça do cigarro

 

 

 




 

 

Candidíase: ginecologista explica sintomas e tratamento

 

Muitas mulheres já foram diagnosticadas pelo menos uma vez com candidíase, doença causada por algum dos tipos do fungo Cândida, presente em cerca de 20% da população feminina. No entanto, a ginecologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dra. Maria Rita Curty, explica que não é preciso temer a presença dele, o qual convive em harmonia com outros micro-organismos da flora vaginal. “A candidíase surge quando há a proliferação demasiada da Cândida albicans ou glabrata em relação aos outros micro-organismos presentes”, esclarece a profissional.

 

Normalmente, há suspeita de desequilíbrio na flora quando ocorre o sintoma de prurido (coceira) vulvar, vaginal e na região da virilha. “Nós, ginecologistas, conseguimos identificar por meio de avaliação visual, devido à vermelhidão, e ao passar o aparelho espéculo que observa o colo do útero, indicando caso as paredes vaginais estejam avermelhadas e com secreção esbranquiçada”, comenta Dra. Maria Rita. Também é possível diagnosticar o fungo no resultado do exame de Papanicolau.

 

A principal causa para o aumento da Cândida no organismo é a queda da imunidade. “Isso pode acontecer pelo uso de antibióticos, anticoncepcionais com elevadas doses de hormônios, diabetes descompensada, entre outros motivos. É um fungo comum, mas que, com a imunidade baixa, se prolifera pelo meio propício que é a vagina com suas mucosas, úmida e quente”, explica a ginecologista.

 

De acordo com a Dra. Maria Rita, a candidíase pode ser evitada com hidratação diária, alimentação regrada com nutrientes e vitaminas, boas noites de sono e atividades que amenizem o estresse. Também o consumo de vitamina D e probióticos (bactérias que fazem bem) costuma ser eficaz em pacientes que apresentam os sintomas repetidamente. 

 

Para tratamento, são receitados antifúngicos via oral e em cremes ou pomadas vaginais. “Se não cuidar, além da maior proliferação fúngica, pode ocorrer alterações na quantidade de bactérias, com aparecimento de secreção amarela esverdeada, agravando os sintomas e necessitando de antibiótico”, alerta. 

 
 

 

 



 

 

 

Câncer de próstata: exame de toque e PSA são altamente recomendados para homens com mais de 50 anos

Especialista diz que, diante de suspeita de câncer, ultrassom transretal, biópsia e até ressonância magnética costumam ser realizados

 

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no ano passado surgiram mais de 60 mil novos casos da doença. Ainda assim, o índice de sobrevida desse tipo de câncer chega a 96% e se apoia fortemente no diagnóstico precoce. Daí a importância de campanhas que estimulem homens com mais de 50 anos a fazer anualmente exames de toque e PSA.

 

Para a investigação de câncer de próstata, o exame de toque não oferece altas taxas de sensibilidade quando realizado isoladamente. Por outro lado, quando associado ao exame PSA (antígeno prostático específico), a dupla oferece 92% de acerto no diagnóstico. Por isso é tão importante conhecer em detalhes esse exame laboratorial. Quanto maior o nível de PSA no sangue, maior também é a chance de o paciente ter câncer de próstata. De acordo com o médico urologista e ultrassonografista Leonardo Piber, do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo, é fundamental que homens entre 50 e 75 anos se submetam a esse simples rastreamento todos os anos. 

 

“Pesquisa realizada em nosso serviço mostrou casos de pacientes com exame de toque alterado, ou seja, evidenciando nódulo, mas que apresentavam um PSA dentro dos limites de normalidade. Nestes casos, a ultrassonografia transretal confirmou a presença do nódulo e a biópsia diagnosticou câncer. Isso ressalta a extrema importância do exame de toque. Sabemos que o habitual é ocorrer alteração do PSA, mas há casos em que isso não acontece. Essa pesquisa foi apresentada no Congresso Sul Brasileiro de Urologia no ano passado”, diz Piber.

 

Conhecer os fatores de risco para o câncer de próstata contribui muito para evitar negligência ou alarmismo, garante o médico. “A maioria dos casos acontece por volta dos 65 anos, mas a investigação diagnóstica deve acontecer entre 50 e 75 anos. Quando há parentes diretos que já enfrentaram a doença, é recomendado iniciar os exames anuais mais cedo, a partir dos 40 anos. Trata-se também de um tipo de câncer particularmente agressivo para homens obesos ou com uma dieta rica em gorduras”. 

 

Piber afirma que, quando a análise do sangue detecta alteração importante, normalmente o médico do paciente solicita novos exames de imagem para eventualmente diagnosticar o câncer de próstata em fase inicial, já que a doença oferece boas chances de cura quando tratada logo no começo. “O PSA é uma proteína encontrada em grandes quantidades no sêmen e em pequena quantidade no sangue, mas é o suficiente para indicar quando há risco. Pode acontecer de o nível de PSA estar alto por conta de alguma inflamação ou infecção, ou ainda pelo aumento benigno da glândula prostática. Daí a importância de o médico fazer o toque retal e encaminhar o paciente para exames de imagem, considerando idade, histórico familiar, medicamentos de uso contínuo e até mesmo determinados suplementos que afetam o tamanho da próstata”.

 

Quando o toque retal e o nível de PSA apontam para o câncer de próstata, Leonardo Piber diz que outros exames costumam contribuir para chegar a um diagnóstico preciso, como o ultrassom transretal e a biópsia. “A ressonância magnética também costuma ser empregada para sabermos a localização exata do tumor, bem como se ele se espalhou pela próstata”.  Independentemente dos exames que serão realizados, o médico chama atenção para o fato de que inicialmente a doença costuma ser assintomática, ou seja, não apresenta sintomas relevantes. Mesmo assim, o paciente pode começar a sentir dificuldade ou dor ao urinar, urgência em urinar (principalmente à noite), urinar em pouca quantidade e mais vezes, verificar sangue na urina, e sentir dor persistente nas costas ou nos quadris.

 

“Em casos mais graves, quando o câncer de próstata atinge outros órgãos, o paciente também pode ter dor nos ossos, fraqueza generalizada, perda de peso sem motivo aparente, anemia e falência renal. Por se tratar de uma doença com ótimo prognóstico quando diagnosticada e tratada logo no início, é importante que os homens levem a sério os exames preventivos, principalmente essa dobradinha entre toque retal e exame de PSA assim que atingem a meia-idade”, adverte o médico especialista.

 

 

 

Fonte: Dr. Leonardo Piber - médico urologista e ultrassonografista do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo (www.cdb.com.br ) e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

 

 

 





 

7 Dicas para manter seu bebê aquecido, seguro e saudável durante o inverno


O inverno mal começou e as dúvidas e preocupações com febre, gripe, resfriado, conjuntivite, dor de garganta e uma série de viroses respiratórias já é rotina para pais e cuidadores. Tudo é intensificado no inverno, e as temperaturas mais baixas geralmente indicam a necessidade de uma supervalorização da fragilidade dos pequenos. O que não deixa de ser verdade, basta observar os prontos-socorros, clínicas e hospitais lotados neste período.

Para dirimir dúvidas e auxiliar a melhor conduta de pais e cuidadores, o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da MBA Pediatria, especialista pela Unifesp e pela Sociedade Brasileira de Pediatria, selecionou as principais dúvidas recebidas em seu consultório e lista algumas dicas para ajudar a proteger as crianças no inverno:


1 - Manter o nariz limpo - Bebês com menos de 1 ano de idade tendem a respirar quase que exclusivamente pelo nariz e, por isso, é importante mantê-lo sempre limpo. O uso de soro fisiológico para limpar o nariz do bebê evita a desidratação e a formação de crostas no canal, além de impedir que agentes infecciosos que circulam no ar entrem em contato com a mucosa e o organismo do bebê. 


2 - Banho do bebê no frio - Nos dias mais frios, por mais que queiramos manter os bebês quentinhos, o banho não deve durar mais que 10 minutos e a temperatura da água não pode ultrapassar os 37°C. Tudo isso ajuda a prevenir o resfriamento do corpo, que pode prejudicar a saúde do bebê.

No preparo do banho, pré-aqueça o ambiente, mantenha portas e janelas fechadas, evitando assim a corrente de ar. Deixe a troca de roupa bem próximo para que o bebê não circule pela casa sem estar devidamente agasalhado.

No inverno, o ressecamento da pele é frequente e um dos motivos pode ser a temperatura inadequada do banho. Por isso, mantenha a água em 37°C.


3 - Vestir o bebê para o frio – É importante que os pais fiquem atentos quanto à vestimenta escolhida para o dia, isso porque os pequenos transpiram bastante e a quantidade de roupa pode incomodá-los, tanto por estarem com calor como com frio, devido ao suor que esfriou e molhou as peças. Às vezes, a irritação e o choro sem motivo aparente têm apenas uma causa: o excesso de roupas.  

Na hora de dormir, mesmo sendo genuína a preocupação em agasalhar os filhos para que tenham um sono tranquilo e quentinho, cuidado para não deixar mantas ou gorros próximos ao bebê, evitando que durante a madrugada, caso ele acorde ou role no berço, não se sufoque com estas peças de roupas. 


4 – Vacinação em dia – Nesta época do ano, com poucas chuvas e o ar mais seco, crianças e bebês são alvos comuns de gripes e resfriados. Isso porque o organismo dos pequenos ainda tem um sistema imunológico imaturo, podendo sofrer ataques de agentes infecciosos ao sistema respiratório. Nestas situações, procure sempre um pediatra para uma avaliação mais criteriosa e diagnóstico precoce. Vale lembrar ainda que é imprescindível manter a vacinação em dia, desde o primeiro mês do recém-nascido, para maximizar o potencial protetor para a criança.


5 – Aquecedores e vaporizadores - Quanto ao uso de vaporizadores no quarto, não há problema, pois o aparelho poderá ajudar os pequenos a respirar melhor. Já os aquecedores a óleo, aquecidos por uma resistência elétrica no interior do aparelho para gerar calor, são a melhor opção por disporem de radiadores pelo qual o ar circula e que mantém o ambiente quente sem ressecá-lo.


6 – Manter o quarto arejado - Quando a criança estiver fora do quarto, pais e cuidadores devem abrir as janelas e deixar o ar circular no ambiente, livrando-o de possíveis agentes infecciosos que aítenham se alojado. Na hora de dormir, mantenha tudo fechado novamente.

Mantenha também a limpeza do quarto diariamente. Porém, observe as informações nos rótulos dos produtos utilizados, uma vez que alguns contêm em sua fórmula componentes químicos que podem agredir quimicamente a criança. Na dúvida, fale com seu pediatra.


7 - Higiene das mãos - Lavar bem as mãos das crianças é uma medida muito eficaz para prevenir resfriados e outras viroses respiratórias no inverno. Principalmente para as crianças em idade escolar que ficam em ambientes fechados, o que contribui para a transmissão de doenças por via aérea e também por agentes transmissores que ficam nas superfícies. Como prevenção, a higienização das mãos deve ser feita ao chegar da rua, da escola, antes das refeições, após ir ao banheiro ou quando tossir e espirrar.

O hábito de lavar as mãos começa na infância e, educadas corretamente, se estenderá por toda vida. Para a higienização correta das mãos basta usar sabonete comum, esfregando todos os dedos e fazendo movimentos de fricção entre eles. Pode-se também usar álcool em gel. Toda criança leva as mãos à boca e ao nariz constantemente, permitindo muitas vezes a autoinoculação do vírus. Do mesmo modo, é importantíssimo que pais e cuidadores tenham o mesmo hábito e atenção na lavagem frequente das mãos.

De modo geral, o pediatra Sylvio Renan esclarece que a intensificação dos cuidados no inverno deve ser seguida durante todo o ano, sempre com atenção redobrada na higiene, alimentação adequada (no mínimo, até os 6 meses de idade o único alimento de que o bebê necessita é o leite materno) e vacinação em dia das crianças. Tudo isso favorece uma melhor qualidade de vida, de forma saudável e confortável para cuidadores, pais e crianças.

 

 

 


Fonte: Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros - Graduado pela Faculdade de Medicina do ABC, com especializações e títulos pela Unifesp/EPM, Sociedade Brasileira de Pediatria e General Pediatric Service da University of California (UCLA, Los Angeles, EUA). Atuou por quase 30 anos no Pronto Socorro Infantil Sabará e foi diretor técnico do Hospital São Leopoldo, cargo que deixou para se dedicar ao seu consultório, a MBA Pediatria, e à literatura médica para leigos. É autor dos livros "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses" e “Pediatria Hoje”.

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REJUVENESCIMENTO DA COLUNA


Quais procedimentos podem ser realizados para restaurar a mobilidade
 de quem sofre com problemas na coluna vertebral



As doenças degenerativas dos ossos e articulações atingem cada vez mais não apenas os idosos, mas também uma parcela jovem da população. Esses males continuam sendo uma das maiores preocupações da área da saúde, principalmente, quando o assunto é qualidade de vida.

Ficar muito tempo numa mesma posição, manter hábitos de má postura e o desgaste natural, são apenas algumas situações que trazem consequências graves e demonstram que a coluna vertebral precisa de atenção.

Uma vez instalados os mais variados tipos de problemas, como Cervicalgia, Lombalgia, Espondilose, Hérnia de Disco, Artrose, Lordose, Cifose, Escoliose, entre outros, o principal objetivo, durante o tratamento da coluna, é livrar o paciente da dor tendo em vista o menor prejuízo para suas funções diárias.

Muitos medicamentos prescritos nos consultórios, dependendo das características químicas de cada um, terão efeitos colaterais nos rins, fígado, coração e sistema nervoso central, resultando em problemas, muitas vezes, mais graves, como insuficiência renal ou hepática, infarto, sonolência e déficits em geral de concentração e memória, citando apenas alguns deles.

Para reduzir a administração de medicamentos, muitos médicos lançam mão da fisioterapia, práticas de melhorias na postura e reeducação de comportamento e atitudes para uma coluna mais saudável, menos comprometida e sem dores.

Porém, o que muita gente não sabe é que, quando o desarranjo que se estabelece na região e causa dores tem origem numa alteração mecânica (isto é, uma estrutura saiu de seu lugar e invadiu o espaço de outra). Essa situação vai afetar em grandes proporções toda a anatomia original da coluna com pioras progressivas e, mesmo com o grande apelo popular das práticas
descritas acima, o sucesso será sempre temporário.

A única maneira de restabelecer o equilíbrio é "remover o invasor da área invadida", ou seja, se o paciente tem uma hérnia de disco, uma dilatação do disco intervertebral causando compressão de uma raiz do ciático, não haverá outra medida capaz de resolver definitivamente o problema a não ser uma intervenção nesse local.

De acordo com o ortopedista José Otávio Correard Teixeira, graças à evolução técnica, hoje é possível abordar diferentes problemas da coluna vertebral por vídeo cirurgia, acessos microscópicos e procedimentos minimamente invasivos. "É feita uma pequena dilatação de espaços entre os músculos, onde será possível abordar diretamente o problema que causa a dor, com o intuito de corrigí-lo sem grande perturbação das estruturas vizinhas. A não introdução de 'corpos estranhos', por exemplo, oferece a possibilidade de uma rápida regeneração e permite um quadro cirúrgico de pequena agressão ao corpo, fazendo com que o paciente retorne rapidamente às atividades rotineiras. E sempre bom lembrar que problemas tratados no seu início têm soluções mais simples e recuperação mais rápida".

Quanto mais cedo se avaliar a necessidade deste tipo de tratamento, mais fácil será a recuperação e maiores serão as chances de uma vida sem dor e com mais qualidade.

A anestesia costuma ser local com sedação e o procedimento demora em torno de uma hora e meia a duas horas. A internação dura 24 horas, com 15 dias de repouso e, após este período, já é possível o retorno gradativo do paciente às atividades normais.

As cirurgias minimamente invasivas estão se tornando o procedimento mais eficaz para tratar esses problemas e garantir uma vida sem preocupação aos pacientes que sofreram durante anos com problemas na coluna vertebral.

Uma vida sem dores e a mobilidade para realizar as tarefas do dia-a-dia têm comprovado que, quanto mais cedo os diagnósticos forem detectados, mais qualidade de vida os pacientes terão. "Uma vez observado que alguns paliativos já foram adotados e não surtiram o efeito esperado, uma avaliação médica e um bom planejamento cirúrgico garantem resultados satisfatórios e eficientes", finaliza o especialista.

 

 


JOSÉ OTÁVIO CORREARD TEIXEIRA - Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, fez residência médica durante 3 anos na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, com destaque para cirurgia da coluna, cirurgia de grandes articulações, criopreservação de tecidos para transplante. Também estudou por 3 anos na UCLA, nos EUA, com ênfase em cirurgia da coluna vertebral, fatores de crescimento e diferenciação celular e células tronco. Nesses locais teve contato com as pesquisas de regeneração de tecidos, transplantes e células tronco.
Instalou o Banco de Tecidos para o Hospital das Clínicas de SP e desenvolveu aloenxertos de válvulas cardíacas para o INCOR. 
Atua há 20 anos como ortopedista e trabalha nos Hospitais Sírio-Libanês, Santa Catarina e 9 de Julho. Foi pioneiro em técnicas minimamente invasivas e, além da rotina de cirurgião nos hospitais citados, desenvolve técnicas de regeneração discal e participa do desenvolvimento de aplicativo para prevenção de problemas da coluna. 
Realizou um bem-sucedido transplante de cotovelo num paciente que sofreu um acidente de carro e chegou ao hospital sem sentidos por conta do impacto da batida.



 



 

 

 

 

Doença renal crônica: soluções para o panorama brasileiro

Situação da Doença Renal Crônica no Brasil

 

O mundo enfrenta uma epidemia da doença renal crônica (DRC)1. O número de pacientes em estágio terminal da doença renal (DRCT) no mundo está crescendo e o maior potencial de crescimento encontra-se nos países em desenvolvimento2, como o Brasil.

 

Ambas as modalidades de diálise crônica, hemodiálise (HD) e diálise peritoneal (DP), são disponibilizadas pelo sistema de saúde. Deve-se mencionar que a vasta maioria dos pacientes que recebe tratamento crônico de diálise origina-se de atendimentos de emergência em hospitais públicos ou clínicas pré-diálise do sistema público de saúde. A partir daí, estes pacientes são redirecionados para o centro de diálise mais próximo às suas residências; em muitos casos, após terem iniciado um tratamento dialítico como pacientes internados. Uma pequena fração é encaminhada individualmente dos consultórios médicos.

 

Números de pacientes no Brasil

 

A doença renal crônica atinge 10% da população mundial e afeta pessoas de todas as idades e raças. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que 122 mil pessoas fazem diálise no Brasil. Atualmente, existem 750 unidades cadastradas no País, sendo 35 apenas na cidade de São Paulo. Os números mostram ainda que 70% dos pacientes que fazem diálise descobrem a doença tardiamente. A taxa de mortalidade para quem enfrenta o tratamento é 15%.

 

O impacto da doença renal crônica terminal (DRCT) no Brasil

 

•             A DRCT é subdiagnosticada no Brasil: a prevalência de pacientes em terapia renal substitutiva (TRS) no Brasil é inferior à observada em países desenvolvidos (metade da observada na Europa e 1/3 da registrada nos Estados Unidos), e mesmo em comparação a outros países latino-americanos, como Argentina, Chile e Uruguai3-5.


•             O fato acima, aliado aos dados de prevalência de fatores de risco para doença renal observados no Brasil6, indica que a IRCT é subdiagnosticada em nosso país.


•             A atual estrutura de clínicas e equipamentos de diálise não tem sido suficiente para atender à demanda: enquanto o número de pacientes em TRS aumentou em 4,5% ao ano entre 2000 e 2009, o número de unidades dialíticas aumentou apenas 1,2% no mesmo período.


•             Dados recentes do IBGE mostram que menos de 500 cidades no Brasil têm atendimento adequado aos pacientes realizando diálise. A cobertura de tratamento em municípios menores abaixo de 200.000 habitantes é de apenas 5%.


•             Outro dado preocupante é a queda do percentual de pacientes em Diálise Peritoneal entre 2014 e 2015 tanto no SUS (de 9% para 7%), quanto entre os pacientes de operadoras de saúde (de 12% para 8%), segundo o Censo de 2015 da SBN.


 

A importância da Diálise Peritoneal (DP) no Brasil

 

•             A importância da implantação de programas de DP não reside, apenas, nas observações de que mais de 90% dos pacientes incidentes em TRS não apresentam contraindicação médica para realização de PD de acordo com diretrizes recém-publicadas, mas, também, no fato de que aproximadamente 15% dos pacientes em HD necessitarão, ao longo do tempo, de transferência para DP por falha da técnica, especialmente por problemas de acesso vascular e hipotensão pós-diálise. Outro aspecto reforça a necessidade de manter programas regulares de DP nas unidades de diálise: a observação recorrente na literatura de que um maior volume de pacientes tratados sob DP assegura ao serviço de TRS uma maior qualidade e adequação no uso da técnica, refletindo na melhor evolução clínica dos pacientes assistidos.7-9


•             A DP proporciona uma maior capacidade de absorção de pacientes com necessidade de TRS em um cenário de provável aumento da prevalência de pacientes com IRCT bem como consiste em uma opção viável para expandir o acesso aos pacientes em áreas remotas, sendo uma solução adequada e economicamente atrativa de cuidado sem necessidade de instalação de novas unidades de tratamento e com menor necessidade de recursos humanos adicionais.


 

Portaria do Ministério da Saúde

 

•             A Portaria de número 389 de 13 de março de 2014, publicada pelo Ministério da Saúde, que define os critérios para a organização da linha de cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica (DRC) e institui incentivo financeiro de custeio destinado ao cuidado ambulatorial pré-dialítico, estabelece como meta que, em dois anos após a implementação da política, haja um paciente em DP para cada 4 pacientes em HD, ou seja, uma participação de 20% da DP no total de pacientes em terapia renal substitutiva. Atualmente, segundo o Censo de 2014 da SBN, este número é de apenas 8,4% no Sistema Público de Saúde (SUS).

 

 

 

 



 

 

 

 

SAIBA QUAL É A IDADE IDEAL PARA A PRIMEIRA CONSULTA AO DENTISTA

De acordo com dentista, o bebê deve ser levado ao dentista após o aparecimento do primeiro dente de leite

 

No que diz respeito aos cuidados bucais, é natural que os pais tenham algumas dúvidas, principalmente durante os primeiros meses de vida do bebê. Nessa fase, pensar em consultas ao dentista pode parecer algo precoce, porém, na verdade, é uma atenção que pode ser valiosa para garantir a saúde dentária do pequeno e evitar problemas futuros. “É uma preocupação que ajudará a garantir o correto crescimento da dentição da criança” afirma Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto.

  

De acordo com a profissional, o bebê deve ser levado ao dentista após o aparecimento do primeiro dente de leite, que normalmente acontece por volta dos seis ou sete meses de idade. “A primeira consulta no dentista serve, principalmente, para os pais receberem orientações sobre a alimentação, a forma correta de escovar os dentes do bebê, o tipo de escova de dente ideal, a pasta de dentes que deve ser utilizada e dicas de prevenção dos problemas bucais mais comuns”, explica.

 

“O principal benefício de levar o bebê ao dentista é receber informações antes de os problemas aparecerem”, complementa a especialista. Depois da primeira consulta, Rosane defende que o bebê deve ir ao dentista de seis em seis meses, para que o profissional possa acompanhar o aparecimento dos dentes e prevenir as cáries. “Além disso, é necessário levar a criança ao dentista quando surge sangramento da gengiva, se algum dente estiver escuro ou quebrado e se os dentes começarem a nascer afastados”, orienta.

 

Outra dúvida frequente dos pais é se podem ou não levar a criança a uma consulta antes do nascimento da primeira dentição. Para Rosane, embora a recomendação referencie que a primeira ida deve ser pelo nascimento do primeiro dente, não há nada que o impeça de procurar um dentista antes desta fase. “Fatores como o hábito de chupar o dedo ou o uso da chupeta, bem como questões relacionadas com a higiene e a alimentação futuras da criança serão esclarecidos na ocasião. O ideal na verdade, é que os pais até recebam orientações de prevenção dos principais problemas bucais já durante a gestação. Assim, quando o bebê nascer, a mãe já sabe como proceder com a limpeza da boca após as mamadas, que deve ser feita com água filtrada e gaze, entre outras informações,”, informa a especialista.

  

Por fim, a dentista pontua que os pais exercem forte influência sobre a saúde bucal das crianças, uma vez que são os responsáveis pelo estabelecimento de medidas que podem mantê-las livres de doenças. “É  um dever deles tratar com grande importância  a saúde bucal do filho e sempre lembrar que, principalmente no que diz respeito a uma vida saudável, mais vale prevenir do que remediar”, conclui .

 

 

Caixa Seguradora Odonto

www.odontoempresas.com.br