Detran.SP alerta sobre atitudes do motorista que aumentam o risco de acidentes

 

Entre as situações estão comer, ler, fumar, namorar, se
maquiar, usar chinelo ou o celular enquanto dirige


 


O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) alerta sobre atitudes que, além de caracterizar infração de trânsito, colocam em risco a segurança na via. Entre elas, virar-se para pegar algo no banco de trás, comer, ler, fumar, namorar ou se maquiar ao volante.

 

Usar chinelo ou saltos para conduzir também afeta a segurança dos motoristas e pode ocasionar acidentes por comprometer o uso dos pedais do veículo.

 

Outro perigo constante é o uso de celular enquanto dirige. Não é permitido utilizar o aparelho enquanto o veículo está em deslocamento, mesmo durante paradas temporárias, em semáforos ou pedágios, por exemplo. Com o carro em deslocamento, o celular pode ser utilizado somente na função GPS, fixado no para-brisa ou no painel dianteiro. 

 

“A imprudência e a desatenção são fatais no trânsito. Dados do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito indicam que 94% dos acidentes com mortes são causados por falha humana no Estado. Então, com mudança de comportamento podemos reverter esse dado alarmante e poupar vidas”, reforça Maxwell Vieira, diretor-presidente do Detran.SP.

 

Motoristas multados – Em 2016, em todo o Estado, só o Detran.SP aplicou 32.553 multas por dirigir sem atenção e os cuidados indispensáveis à segurança, como comer, ler, namorar ou se maquiar enquanto dirige. Entre janeiro e abril de 2017, foram 10.202 multas desse tipo.


Já por dirigir com calçado que não se firme nos pés foram aplicadas 29.650 multas em 2016, e 9.939 no 1º quadrimestres deste não.

 

Mais de 107.321 multas foram aplicadas a motoristas do Estado por uso de celular ao volante no ano passado. Nos primeiros quatro meses de 2017, foram 29.654 multas por essa atitude.  


Confira abaixo algumas atitudes no trânsito que podem gerar multas:

 

Situação

Infração

Penalidade

Quem multa

Conduzir com calçados que não se firmem nos pés (como chinelos e sandálias soltas sem presilhas) ou que comprometam a utilização dos pedais (sapatos altos ou tamancos)

Média

4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16

Órgãos estaduais e rodoviários

Transportar animais à esquerda do motorista ou acomodados entre seus braços ou pernas

Média

4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16

Órgãos estaduais e rodoviários

Transportar animais na parte externa do veículo

Grave

5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23

Órgãos municipais e rodoviários

Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança. Aqui pode ser enquadrada uma condutora que seja flagrada se maquiando ao volante, por exemplo

Leve

3 pontos na CNH e multa de R$ 88,38

Todos os órgãos (estaduais, municipais e rodoviários)

Dirigir com apenas uma das mãos, exceto quando for para mudar a marcha do veículo, acionar equipamentos e acessórios do veículo ou sinalizar manobra com o braço. Fumar pode ser enquadrado nessa infração

Média

4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16

Órgãos estaduais e rodoviários

Não sinalizar com a "seta" antecipadamente manobra ou mudança de faixa/via

Grave

5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23

Todos os órgãos (estaduais, municipais e rodoviários)

Dirigir o veículo utilizando telefone celular

Média

4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16

Todos os órgãos (estaduais, municipais e rodoviários)

Dirigir veículo segurando/manuseando telefone celular

Gravíssima

7 pontos na CNH e multa de R$ 293,47

Todos os órgãos (estaduais, municipais e rodoviários)

 

 


 

DETRAN.SP:

 

O Detran.SP é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Planejamento e Gestão. Para obter mais informações sobre o papel do Detran.SP, clique neste link:http://bit.ly/2ptdw0r

 

 

 

INFORMAÇÕES AO CIDADÃO:

 

Portal – www.detran.sp.gov.br

 

Disque Detran.SP – Capital e municípios com DDD 11: 3322–3333. Demais localidades: 0300–101–3333. Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, das 7h às 13h.

 

Fale com o Detran.SP e Ouvidoria (críticas, elogios e sugestões) – Acesso pelo portal, na área de "Atendimento".

 

 




 

 

 

Até 2020, Brasil deve ter frota de aproximadamente 40 mil veículos elétricos


Shutterstock

 Estimativa da Agência Internacional de Energia é de que, em 2030, carros elétricos representem 15% da frota mundial de veículos

 

Econômicos e com zero emissão, eles são uma alternativa em expansão no mundo

 

Dados do Denatran de outubro do ano passado apontam mais de 93 milhões de veículos circulando em todo país, entre automóveis, motocicletas, utilitários, ônibus e caminhões, com projeção para atingir, até 2050, a marca de 130 milhões apenas de veículos individuais e comerciais leves. Tão alarmante quanto esse crescimento são os efeitos que a atual frota já causa, como congestionamentos gigantes, que ultrapassam 280 Km, e 39 milhões de toneladas de gases de efeito estufa (GEEs) emitidas somente pela frota do Estado de São Paulo em 2014. Não é à toa que a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP) tenha declarado recentemente que uma das principais tendências mundiais para a mobilidade seja a tríade ‘elétricos, conectados e compartilhados’ aplicada aos veículos. Para entender a participação dessas tecnologias no trânsito, a Perkons ouviu alguns especialistas.

 

Mesmo diante de um cenário no qual 95% do transporte mundial seja movido por combustíveis fósseis, relatório do projeto Zero Emission Urban Bus System (ZeEUS) estimou a frota de ônibus elétricos em cerca de 173 mil em 2015, sendo 98% deles em operação na China. A pesquisa também revelou que, entre 2018 e 2020, as empresas de transporte público europeias alcançarão a consolidação no mercado de ônibus elétricos, e a Agência Internacional de Energia estima que, em 2030, eles representem 15% da frota mundial de veículos.

 

Porém, transportada ao Brasil, essa realidade é um pouco menos evidente. Para o presidente executivo da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Guggisberg, mesmo incipiente, essa tecnologia vem, pouco a pouco, conquistando espaço. De 2010 – quando chegaram ao país - a dezembro de 2016, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estimou a comercialização de mais de 3800 veículos de passeio elétricos em todo o país. “A expectativa é que de 30 mil a 40 mil veículos verdes circulem no Brasil em 2020, o que continua a ser um número baixo, pois alguns especialistas projetam, para o mesmo ano, um total de 20 milhões de carros elétricos circulando no mundo.”, reflete. 

 

Elétricos e autônomos: segurança e sustentabilidade agregadas ao trânsito

Conforme a CPFL Energia, os veículos elétricos permitem uma economia de até 84% nos gastos com combustível. Porém, para o PhD em engenharia de transportes, Ronaldo Balassiano, a oferta limitada dos fabricantes é um dos principais entraves a esses veículos. “Mesmo que critiquem a baixa autonomia dos elétricos, que precisam de postos para recarga de bateria, o que pesa na decisão final do consumidor continua a ser o preço, que, no Brasil, chega a ser de duas a três vezes maior em comparação a um modelo similar a combustão”, ressalta. Em contrapartida, o benefício ambiental, a alta durabilidade – fruto da ausência de desgaste do motor - e a tendência em se adotarem carros de emissão zero podem ser argumentos propulsores da tecnologia. “É um futuro que está mais presente do que nunca”, opina.

 

Outra tendência para o futuro, conforme o especialista, são os veículos autônomos, que se baseiam no conceito do car sharing (compartilhamento de carros). Na medida em que dispensam a presença do condutor e são utilizados apenas por passageiros, reduzem o inchaço da frota veicular. “Os elétricos podem não acabar com os engarrafamentos, mas os autônomos sim. Além disso, eles garantem a segurança ao eliminar o risco de colisões por meio de dispositivos que controlam a velocidade nas vias”, completa. Ao contrário dos veículos elétricos, porém, os autônomos são encarados como uma realidade um pouco mais distante. “Os elétricos já estão sendo aperfeiçoados e hoje, em termos de tecnologia, qualquer montadora pode lançar seu modelo. Já os autônomos estão em fase de testes”, compara.

 

 




 

 

 
 

 

Não tenha medo do futuro!

 

Conceitos como Mobile, Mundo Digital, Cloud e IoT revolucionaram os processos de gestão nas empresas; Veja como eles podem fazer parte da realidade de seu negócio

 

 

 

Peter Drucker, um dos pais da administração moderna, tem uma frase extremamente paradigmática e fundamental para entendermos as relações entre o meio empresarial e a tecnologia:

 “Inovação é atribuir novas capacidades aos recursos (pessoas e processos) existentes na empresa para gerar riqueza.”

Drucker sintetiza uma reflexão interessante que pode ser direcionada para o gerenciamento de pessoas e que fornece o norte deste artigo. O centro deste insight diz que inovar não significa substituir material humano, mas sim, atribuir aos seus colaboradores novas demandas e desafios em prol do crescimento da uma organização. 
Ao longo do texto, nos aprofundaremos neste tema, tomando como exemplo quatro tendências de destaque da tecnologia. Acompanhem!


 

Os benefícios da inovação para a sociedade e as mudanças no mercado de trabalho

 

Estamos tão submersos em um universo envolto por tecnologia, que por vezes nos esquecemos dos benefícios que ela traz para as nossas vidas. Imagine viver sem energia elétrica, computadores, internet ou telefones móveis, por exemplo.

Pode até ser divertido para uma aventura de poucos dias, mas, a longo prazo, acabamos percebendo o quanto ganhamos com as possibilidades que a conectividade, a mobilidade, o mundo digital e os bens tecnológicos como um todo nos oferecem.

No plano empresarial acontece coisa semelhante. Apenas para elucidar alguns casos, há não muito tempo, departamentos financeiros eram reféns de um sem número de papéis e planilhas, fator que gerava altos índices de retrabalho e perda de produtividade.

Gestão de trabalho em rede ou à distância era coisa impensável, favorecendo o isolamento de departamentos e a consequente falta de comunicação. Informações sobre consumidores eram espalhadas entre diferentes fontes, o que tornava a assertividade de campanhas de marketing ou de vendas algo consideravelmente mais complexo.
Vale pensar ainda no conceito das cidades inteligentes. A inovação deve fazer parte da gestão pública, visto que permite, dentre outros pontos, um melhor uso dos recursos naturais, um aumento da segurança por meio de sistemas inteligentes de monitoramento, a redução de gastos públicos através da otimização de atividades antes exclusivamente manuais e até a desburocratização e uma maior agilidade na gestão de serviços e entrega de benefícios para a população. 

Tudo isso nos ajuda a demonstrar que, sim, quando bem utilizada, a tecnologia é uma aliada da sociedade.

Ao mesmo tempo, de modo paradoxal, quando falamos de tendências e previsões de futuro, muitas pessoas tendem a se assustar com o novo. O que acontecerá com meu emprego? Serei substituído por uma máquina? Como serão geridas as novas relações de trabalho? São algumas das perguntas que se fazem quando leem alguma manchete sobre os avanços em inteligência artificial ou nos processos de automação.

Esta sensação de insegurança é previsível e ocorreu em outros momentos históricos, como na primeira revolução industrial das máquinas a vapor e do estabelecimento das grandes indústrias, ou quando vimos a popularização dos computadores pessoais, da internet, dos sistemas digitais. E, embora alguns mercados tenham se reduzido ou se tornado obsoletos mediante o impacto da tecnologia, em paralelo, outros surgiram, dando oportunidade para pessoas desenvolverem novos conhecimentos e trabalhar em conjunto com o progresso social. 

A verdade é que, em se tratando do mercado de trabalho, a tecnologia nos força a sair de nossa zona de conforto, algo que, em última instância é extremamente positivo, pois passamos a valorizar virtudes como a criatividade, a originalidade e o espírito empreendedor.

A tecnologia nos força a sair de nossa zona de conforto!


 

O principal desafio para quem deseja acompanhar a inovação

 

A principal base para quem deseja acompanhar os rumos da inovação é o interesse constante por conhecimento. Vivemos em uma economia centrada no dinamismo e no diálogo entre múltiplos saberes. Aqueles que souberem se adaptar a este novo contexto, ampliando seus campos de saber e adotando uma mentalidade inovadora e criativa, certamente, tem tudo para ter sucesso diante deste cenário de quarta revolução industrial.

Além disso, é importante deixar claro que, se antes o foco das empresas era o de oferecer um produto final, acabado, para os consumidores, hoje, sobretudo no universo da tecnologia, o que se busca é a oferta de experiências significativas, uma vez que os sistemas e as ferramentas disponíveis no mercado se renovam, sempre em prol de uma experiência de uso que seja satisfatória para os clientes.


 

O impacto da tecnologia na gestão de pessoas

Conforme avança a tecnologia, os modelos de gestão de pessoas também vão se modernizando, tornando-se mais eficientes e sempre visando extrair o melhor de cada colaborador de uma empresa. Pensando nisso, separei quatro tendências tecnológicas fortes do mercado, para comentar como a inovação se relaciona com os processos de liderança de equipes e gerenciamento do capital humano.


 

IoT

 

Sensores para monitoramento de condições de voo, soluções logísticas para controle de tráfego, dispositivos para gestão de equipes a distância, sistemas eletrônicos de ponto, sensores de movimento e biometria para segurança. Esta é apenas fração de soluções conhecidas que provam o quanto nós já vivemos em uma realidade em que a internet das coisas se faz presente mais do que nunca e isso engloba tanto o mundo corporativo quanto o dia a dia dos cidadãos.

De acordo com pesquisas da Gartner, a cada segundo, 65 dispositivos novos se conectam a internet. E a tendência, sem dúvidas, é que os objetos que se conectam a internet e comunicam-se em rede se difundam ainda mais. O grande desafio das empresas é saber gerir toda essa inovação, para que as equipes de um negócio tragam ideias realmente aplicáveis.

Além disso, os gestores precisaram se concentrar no desenvolvimento de mão de obra altamente especializada, uma vez que as atividades mais básicas do dia a dia tendem a ser automatizadas. Por fim, é preciso que se desenvolvam controles e parametrizações, tanto para o controle de custos, quanto para a redução de falhas no desenvolvimento dos dispositivos.


 

Mobile

 

As soluções mobile fazem parte do universo do IoT, mas merecem um destaque especial porque o conceito de mobilidade é um dos principais motores da sociedade contemporânea e os impactos desta ideia são imensos para a gestão de pessoas. Quem diria, por exemplo, que seria possível gerenciar equipes à distância através de um smartphone e ferramentas de geolocalização?

Vale dizer ainda que as soluções mais inovadoras para o acompanhamento de métricas e indicadores de equipe podem ser acessadas através de dispositivos mobile, fato este que oferece maior dinâmica para os processos de gestão.


 

Mundo Digital

 

Quando falamos de digital, estamos nos referindo a todo o desenvolvimento de soluções voltadas para levar ao ambiente digital, a internet, processos que antes eram realizados exclusivamente por meio de processos manuais, no mundo físico.

No ambiente de negócios, a transformação digital gerou uma revolução imensa, com a otimização de uma série de atividades e a redução de custos em todos os departamentos de uma empresa. Atualmente, vemos um verdadeiro movimento de empresas que direcionam esforços tanto para criar quanto para entender a experiência de consumidores no meio digital, extraindo dados de clientes por meio de plataformas multicanais que auxiliam, por exemplo, no desenvolvimento de estratégias de marketing ou de melhorias no atendimento.
 No plano do gerenciamento de equipes, a experiência digital dá aos gestores múltiplas possibilidades que vão desde um maior controle da qualidade do trabalho dos colaboradores até a possibilidade de integrar funcionários em redes corporativas, fator que favorece o desenvolvimento de projetos em conjunto.


 

Cloud Computing

 

Há poucas décadas iniciamos a revolução “paperless”, com as planilhas sendo substituídas por sofisticados sistemas de ERP que concentravam todas as informações gerenciais de um negócio em uma única plataforma. Com a nuvem, nós vemos a substituição das dispendiosas estruturas de data centers, por soluções concentradas no ambiente digital.

De acordo com relatório recente da Gartner, a expectativa é que as empresas migrem, de modo cada vez mais maciço para o Cloud, dando vazão para a ideia de que, em um futuro próximo, boa parte do gerenciamento de um negócio – incluindo do capital humano – será feito através do ambiente digital.


 

Remando para o futuro

 

Concluo este artigo com o mesmo pensador que deu start a nossa reflexão. Peter Drucker dizia que “as empresas inovadoras não gastam esforços para defender o passado.” O que temos aqui é uma constatação firme, mas verdadeira: se a sua companhia busca os caminhos da criatividade e da inovação, não há porque temer o futuro. Esteja pronto!

 

 

 


Braulio Lalau de Carvalho - CEO da Orbitall, empresa do Grupo Stefanini

 

 

 

 

 

 



 

 

 
 

Fim com dor ou dor sem fim

 

Com a arrecadação abaixo do esperado e a frustração com as receitas extraordinárias, o governo federal teve que rever o tamanho do rombo orçamentário autorizado pelo Congresso. O déficit para 2017 passou de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões e o de 2018 aumentou de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões. A volta do saldo superavitário que estava previsto para 2020 teve sua previsão adiada para 2021.


A revisão das metas fiscais evidencia a calamidade das contas públicas no país e impacta negativamente no endividamento do governo. A dívida bruta do setor público em relação ao PIB bateu em 73,1% em junho deste ano e pode chegar a 81,1% em 2020.


A fragilidade financeira do governo influencia negativamente a economia do país. A percepção de insegurança cresce, assim como o risco de calote do poder público. Por conta disso, o custo do crédito para as empresas que captam recursos no exterior tende a aumentar e os títulos de longo prazo emitidos pelo governo têm que pagar um retorno maior aos investidores, o que eleva o custo da dívida pública. Ademais, a retomada do crescimento econômico fica comprometida, já que a confiança dos empreendedores tem relação com a capacidade do governo em manter o orçamento em equilíbrio.


O indicado para eliminar o gigantesco rombo das contas públicas seria começar a cortar gastos públicos que pouco ou nada agregam à sociedade. Porém, no Brasil é difícil cortar despesa governamental por causa da exacerbação do corporativismo, da cultura do “direito conquistado”, da demagogia, do populismo e da ditadura do “politicamente correto”. Nesse cenário estão contemplados gastos obrigatórios e discricionários. Questões objetivas de eficiência e eficácia acham-se subordinadas à lógica da transferência de renda, as supostas metas de combate à desigualdade e à manutenção de privilégios do funcionalismo e de grupos empresariais.


É preciso agir em três frentes para recuperar as finanças públicas, sob pena de um aprofundamento da crise econômica. É necessário eliminar o rombo orçamentário, fazer reformas estruturais e implantar um modelo orçamentário que avalie periodicamente a relação custo – benefício dos gastos públicos.


Para combater o rombo fiscal a saída pode vir de uma medida amarga, porém necessária. Mas, vale dizer que ela pode ser o embrião de uma reforma tributária na sequência. Um Imposto sobre a Movimentação Financeira (IMF) com alíquota de 0,69% geraria uma receita de R$ 159 bilhões e cobriria o déficit. Em uma segunda etapa esse tributo seria utilizado para substituir vários tributos, criando um imposto único.


Junto com o IMF pode ser implementada a reforma da Previdência. Através dela seria possível rever a alíquota do IMF para baixo por conta do controle da explosiva despesa do INSS, que em 2016 teve déficit de R$ 149,7 bilhões.


A terceira ação seria adotar o orçamento base zero, que tornaria rotineira a prática de identificar atividades que poderiam ser extintas ou redimensionados e suas dotações canalizadas, total ou parcialmente, para custear outras despesas ou reduzir a dívida pública. Com ele é possível cortar gastos públicos.


O Brasil vive uma crise inédita e não há mágica para enfrentar a situação. É preciso um ajuste forte e definitivo. Algumas medidas listadas são duras de início, mas farão a diferença depois. Há um estrago a ser reparado e agir com demagogia e populismo é caminhar rumo ao abismo. É melhor um fim com dor do que uma dor sem fim.

 

 

 

Marcos Cintra é doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA), professor titular da Fundação Getulio Vargas. É autor do projeto do Imposto Único. É presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

 

 

 

 



 

 

OH, PAULO FREIRE, VENHA DAR UMA OLHADA NO ESTRAGO!


 

        Por mais que se busque ocultar a influência do professor sobre seus alunos, por mais que Paulo Freire dissimule aquilo que realmente acontece nas salas de aula quando o adulto que sabe mais fala quase todo o tempo, marca a presença e dá nota, a realidade sai pelos corredores tão logo termina a classe. E essa realidade indica a influência do professor, num "saber" que se nivela pelo dele. Durante as recentes invasões de prédios escolares, vazaram cenas em que pequenos grupos (sempre foram praticadas por pequenos grupos, aquelas invasões) apareciam reunidos com um professor "trocando opiniões" e "construindo saberes". O fato de que, ao final, esses saberes e opiniões coincidissem com os do professor deve ser mera coincidência... Ou, então, nem isso, tornando-se mera obediência, como nos tantos casos em que os invasores, indagados por alguém, com uma câmera diante de si, não sabiam o que dizer sobre os motivos que os haviam levado a invadir a escola onde estudavam.


 

É inevitável que seja animada por um sentimento de ira a mente juvenil insistentemente estimulada a ver o mundo com olhos de oprimido, exposta à ideia ou à figura real de um suposto opressor indicado como causa de tantos males quantos se lhe possa atribuir. O trabalho anterior faz parte da "conscientização". A ira gera energia para a práxis. Che Guevara, por quem Paulo Freire nutria inequívoca estima e reverência, bebia dessa ira sem rolha nem dosador:


 

        “Ódio como elemento de luta; ódio cruel do inimigo, impelindo-nos acima e além das limitações naturais das quais o homem é herdeiro e transformá-lo numa efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar.” (Trecho da Mensagem de Che à Tricontinental)


 

        Por mais que o patrono vá em frente, falando sobre sentimentos nobres, a raiva é uma brotação que, em mentes imaturas, vai da interjeição mais desbocada à vidraça quebrada. Quando sai barata. E note-se que Paulo Freire sai em busca de exemplos ainda mais extremos, como os que foram da ira à luta armada. Entre eles, o comandante Fidel. Seria Fidel um pedagogo, na perspectiva de Paulo Freire? Teria Fidel algo a ver com esse professor que, supostamente, constrói seu odiozinho junto com os alunos? Parece que sim.


 

"A liderança de Fidel Castro e de seus companheiros, na época chamados 'aventureiros irresponsáveis' por muita gente, liderança eminentemente dialógica, se identificou com as massas submetidas a uma brutal violência, a violência de Batista. Com isso não queremos afirmar que esta adesão se deu tão facilmente. Exigiu o testemunho corajoso, a valentia de amar o povo e por ele sacrificar-se." Pedagogia do oprimido (ed. Paz e Terra, p. 94, ano 1994).


 

        Sem comentários a esse suposto amor e sacrifício! Mas, diga-se de passagem, usar os seis anos da ditadura de Batista para justificar a ditadura totalitária e sanguinária criada por Fidel Castro – que, à época da publicação da Pedagogia do oprimido, já levava onze anos, mantinha um estado policial vigilante contra qualquer manifestação de dissidência, e se encaminha para o 57.º aniversário – vai além do dialógico porque atropela o lógico. É indefensável. Comparado com Fidel e as 22 mil vítimas de seu regime, Batista deveria ser conhecido como o Breve. E, talvez, até como o Compassivo. Legitimar uma ditadura totalitária comunista por uma anterior não comunista é apontar para uma rosca sem fim, é jogar pá de cal nas expectativas da bela ilha caribenha que ainda sonha, um dia,romper esse ciclo para se encontrar com a liberdade e a democracia.


 

        A conscientização sobre a própria realidade, a raiva como motivadora para a práxis já produzem números. A edição de Zero Hora do dia 12 de agosto de 2016 exibiu reportagem com o tema da educação prejudicada por insegurança. São dados alarmantes porque se referem, precisamente, ao espaço e à atividade dos quais se esperam soluções para o problema civilizacional brasileiro. Afinal, é ali, bem ali, exatamente ali, que nossos pedagogos, saídos do forno onde é cozida a massa sovada pela pedagogia freireana, deveriam estar aplicando sua educação redentora, libertadora.


 

        Oh, Paulo Freire, venha dar uma olhada no estrago!


 

        Eis os números revelados por Zero Hora: 23.930 atos de indisciplina em sala de aula, 4.861 atos de violência física entre alunos, 4.811 agressões verbais a professores e funcionários, 1.275 depredações ou pichações dentro da escola, 294 casos de posse ou tráfico de drogas,199 agressões físicas a professores ou funcionários. E não eram números referentes a todas as escolas, nem cobriam um ano letivo inteiro. Os dados foram coletados em apenas 1.255 educandários estaduais (menos da metade da rede) e informavam ocorrências relativas a seis meses letivos (os dois últimos de 2015 e quatro primeiros de 2016). Então, no processo de "conscientização" e construção da cidadania, o caso da professora que levou um soco no rosto, é apenas um ovo quebrado, como o que ela considerou merecido por Dória, na omelete da revolução. Um entre milhares.


 

* Trecho do capítulo que escrevi para o livro "Desconstruindo Paulo Freire", adaptado a um fato bem recente.



 
 
 

 Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

 

 

 

 

 



 

 

 

 

Na conta do mutuário


Devedor que tiver imóvel levado a leilão poderá ter de pagar diferença caso seu valor não cubra a dívida

 

Está em trâmite no Senado a aprovação de conversão em lei da Medida Provisória 775, aprovada em abril desse ano que trará alterações na Lei 12.810/2013. Esta legislação trata do parcelamento de débitos com a Fazenda Nacional relativos às contribuições previdenciárias de responsabilidade dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, e que também altera outras leis, mas que, em razão de emenda aditiva também influenciará diretamente na vida dos mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

 

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, atualmente, os contratos de financiamento possuem como garantia a alienação fiduciária. “A alienação fiduciária foi instituída pela Lei 9.514/97, sendo que, em seu artigo 27, parágrafo 5º, consta expressamente que ‘se, no segundo leilão, o maior lance oferecido não for igual ou superior ao valor referido no parágrafo 2º, considerar-se-á extinta a dívida e exonerado o credor da obrigação de que trata oparágrafo 4º’.”

 

No entanto, o advogado explica que, em razão de proposta apresentada pelo deputado federal Ricardo Izar (PP/SP), a situação parece que vai mudar, e para pior para os mutuários. “Em proposta de emenda aditiva à medida provisória 775, de 2017, o ilustre deputado requereu a inserção de um artigo na lei de conversão da MP que terá a seguinte redação:

 

‘Art. Se, após a excussão das garantias constituídas no instrumento de abertura de limite de crédito, o produto resultante não bastar para quitação da dívida decorrentes das operações financeiras derivadas, acrescida das despesas de cobrança, judicial e extrajudicial, o tomador e os prestadores de garantia pessoal continuarão obrigados pelo saldo devedor remanescente, não se aplicando, quando se tratar de alienação fiduciária de imóvel, o disposto nos parágrafos 5º e 6º, do artigo 27, da Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997.’”

 

A emenda aditiva proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 15 de agosto de 2017 e foi levada à apreciação e votação para o Senado no dia 16 de agosto de 2017.

 

Antes mesmo de entrar na questão da modificação proposta, Vinícius Costa diz que é necessário destacar qual foi a real intenção da Medida Provisória 775. “Vigorando desde 7 de abril de 2017, a medida provisória tem como finalidade, em sua essência, alterar a Lei nº 12.810, de 15 de maio de 2013, para dispor sobre a constituição de garantias e ônus sobre ativos financeiros e valores mobiliários objeto de registro ou de depósito centralizado.”

 

Conforme o presidente da ABMH, na prática, a intenção da medida era garantir aos financiadores a possibilidade de averbar em algum lugar a existência de um a garantia

 sobre algum título de crédito. “Por exemplo: o banco empresta um dinheiro para empresa A, que dá como garantia ações negociadas em bolsas de valores. Anteriormente, não havia uma forma de levar a conhecimento de terceiros que essas ações garantiam um contrato de empréstimo e que, com isso, não poderiam ser negociadas com terceiros de boa-fé.”

 

Agora, como explica Vinícius Costa, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está autorizada a dispor sobre a forma de constituição de gravame sob a ação negociada em bolsa de valores (parágrafo 4º do artigo 26, da Lei 12.810/13, alterado pela MP 775 de 2017). “O âmbito inicial da lei era conceder a instituições financeiras uma forma de dar publicidade a um negócio jurídico para maior segurança das relações financeiras e para terceiros que poderiam ser prejudicados em alienações de valores mobiliários e ativos financeiros que antes não tinham essa perspectiva.”

 

Entretanto, ocorre que, ao ser levada para o Congresso Nacional para conversão em lei, a MP 755 sofreu alterações das quais destaca-se a inclusão de um artigo, de autoria do deputado federal Ricardo Izar. “A proposta do excelentíssimo deputado extrapola a finalidade da MP, primeiro por expandir sua eficácia para os negócios firmados sob o âmbito do SFH e SFI, segundo por impor alteração indireta da Lei 9.514/97”, pontua Vinícius Costa.

 

Atualmente, o mutuário que tem seu imóvel levado a leilão chega nessas condições porque, obviamente, não tem recursos para arcar com as prestações de seu financiamento. “De acordo com a atual disposição da Lei 9.514/97, caso seu imóvel seja arrematado em segundo leilão por lance inferior ao valor da dívida e demais encargos, considera-se extinta a dívida, ou seja, o mutuário não deve mais nada para o banco. E também, destaque-se, o banco não deve devolver ao mutuário tudo aquilo que já investiu no imóvel, seja pela entrada, pelo FGTS ou pelo pagamento das prestações até a execução do contrato.”

 

O presidente da ABMH avalia a proposta do ilustre deputado  como esdrúxula considerando o atual cenário econômico do país, bem como a imposição de um privilégio a uma classe que já foi recentemente beneficiada pela Lei 13.465/2017, que concedeu diversos benefícios aos bancos na execução dos contratos do SFH e SFI. “Ora, o mutuário que não tem dinheiro para pagar as prestações antes da execução terá para pagar após? E o dinheiro que já investiu no imóvel com entrada, FGTS, pagamento de prestações, benfeitorias, não vai ser indenizado? Até quando o risco do negócio será sempre do mutuário?”

 

A ABMH vê como indevida e irracional a proposta de aditamento à MP 775 e antissocial na medida em que vem para espoliar a população em diversos direitos e, mais uma vez, garantir a grandes conglomerados econômicos lucros infinitos e exorbitantes. “Lembrando que no Brasil não se tem qualquer lei que imponha patamar máximo de juros para os contratos do SFH e SFI, é permitida a capitalização de juros nesses tipos de contrato e o procedimento de tomada e leilão do imóvel corre à revelia da justiça, ou seja, direito o mutuário só tem de dizer sim ou não quando da contratação”, finaliza Vinícius Costa.

 

 




 

 

 

 

 Descubra dicas para evitar ser mais um na estatística do desemprego


O empresário Marcos Scaldelai lançou o seu segundo livro “Vendedor Falcão. Visão, velocidade e garra para vencer” (editora planeta), onde lista dicas de como se destacar no mercado de trabalho, independentemente da área de atuação. Confira algumas delas:

 

Impressione desde à primeira vista

Todos nós, a todo momento, estamos vendendo algo, nossa própria imagem é a primeira delas. Considere que essa é a grande oportunidade da sua vida e fale aquilo que te diferencia da grande maioria.

 

Nunca olhe só para o próprio umbigo

Não é porque você está conseguindo atingir os resultados esperados pela empresa que você não deve se preocupar com o desempenho dos seus colegas. Ofereça ajuda sempre que for conveniente, afinal, a empresa só caminha quando todas as engrenagens estão funcionando.

 

Não suponha, saiba melhor do que ninguém

Buscar sempre o conhecimento é a melhor alternativa para conseguir alcançar os objetivos. Está com dúvidas ou não tem certeza? Elimine da sua vida o vício da suposição e busque sempre se atualizar e melhorar.

 

Não fique preso ao antigo

Evite ficar pensando que toda empresa é igual a anterior. Muita coisa que funcionava até agora não terá resultado igual, ou precisa ser executada com adaptações, afinal, mudar tudo também tem o seu perigo. O que mais se fala hoje em dia é para voltar ao básico bem-feito.

 

Não crie barreiras sem necessidade

Não seja o tipo de pessoa que só enxerga barreiras. Escute, mantenha a calma e comece a levantar alternativas para mudar determinada situação.

 

Acione a sirene e seja proativo

Não fique parado, observando demais ou permitirá que alguém tome a sua frente. É importante se mostrar uma pessoa proativa e com vontade de ajudar e de ver a empresa crescer.

 

Acredite no impossível

Sempre pense de forma positiva e desafiadora, e mentalize a frase “Sempre dá para fazer diferente”. Brilhar é superar o impossível, então acredite mais em você e na possibilidade de reverter um não de um cliente.

 

Seja um inconformado por natureza

Quem é inconformado se nega a se limitar, mesmo quando tudo está indo bem. O “não” todo mundo já tem, então tem que mentalizar que tudo pode ser melhor, afinal, ninguém cresce sem sair da zona de conforto.

 

Pense mesmo “fora da caixa”

Colocar em prática boas ideias é o segredo do sucesso. Mas isso não significa sair fazendo sem planejar. Que tal mirar na pedra preciosa e analisá-la de ângulos menos óbvios? Essa atitude ajuda automaticamente a conter a tentação de pegar, sem pensar antes, o caminho mais fácil e falsamente seguro.

 

Diferencie-se pelos detalhes

Não há espaço no mercado atual para quem fizer “mais do mesmo”. A preocupação com os detalhes é o que vai fazer você se diferenciar e não ser apenas mais um, então é importante ter visão e enxergar a necessidade de diferenciação para não ficar apenas reproduzindo o que funcionou no passado nem imitando o que o outro já fez.

 



Marcos Scaldelai - é um dos executivos mais admirados do mercado brasileiro. Formado em propaganda & marketing pela ESPM e com MBA em Gestão de Negócios na USP, passou com destaque por grandes companhias, como Instituto de Pesquisa e Mercado, Nielsen, General Mills e Bertin. Ingressou na Bombril em 2010, como diretor de marketing. Foi diretor comercial e se tornou presidente em 2013 com 36 anos. Em 2014 foi eleito como um dos executivos jovens de maior destaque no Brasil pela Revista Forbes e esteve na lista dos “100 Executivos que Fazem o Brasil Melhor”, elaborada pelo LIDE e Joven Pan. Para dividir os detalhes de sua trajetória de sucesso, Scaldelai publicou pela editora Gente seu primeiro livro, batizado como “99,9% não é 100%. Você pode mais! ”. Na obra, o executivo descreve quatro competências que fazem a diferença para quem sonha em ser um executivo empreendedor, se destacar no mercado, crescer profissionalmente e se tornar um líder de sucesso. O livro virou um best-seller ultrapassando 20 mil exemplares de vendas. Em setembro de 2015, foi nomeado pela ABRAMARK (Academia Brasileira de Marketing) para ser integrante do Hall da Fama do Marketing no Brasil, que contempla os 87 melhores profissionais de marketing do país. Em Março de 2016 deixou a Bombril e virou empreendedor. Atualmente é Presidente do Lide Interior de SP – Região de São José do Rio Preto, apresentador do programa Pra frente sempre na TVig.com.br e tem sua empresa, a MHS Marketing & Sales Consulting, onde atua como Escritor, Palestrante, Mentor e gerador de Projetos de Crescimento.

Site: www.marcosscaldelai.com.br

 

 

 

 



 

 

Você sabe o que é BITCOINS? 

A moeda virtual foi usada como resgate para recuperação de dados sequestrados por hackers 

 

Imagine um mundo sem dinheiro físico, sem bancos, com transações financeiras feitas sem intermediários. Esse é o universo do bitcoin – moeda virtual que ganhou atenção depois do ciberataque ocorrido no mês de maio de 2017, em que hackers sequestraram dados de computadores e pediram o resgate nessa moeda.


                                           Mas o que é realmente a Bitcoin?


                                   A bitcoin é uma moeda virtual, gerada e transferida entre seus usuários por meio de uma rede descentralizada ("peer-to-peer", ou simplesmente, ponto a ponto), sem qualquer intervenção dos governos ou instituições financeiras, por meio de criptografia de chave pública, que gera as primeiras dificuldades de conceituação, do ponto de vista legal. Nesse contexto, os elementos soberania e território de um Estado não subsistem, visto que nenhuma organização ou indivíduo pode controlar essa criptomoeda.

 

                                          Todas as transações que ocorrem na economia virtual são registradas em uma espécie de livro-razão da rede bitcoin e distribuídas no chamado "blockchain", que nada mais é do que um grande banco de dados público, contendo o histórico de todas as transações realizadas. Novas transações são verificadas contra o blockchain de modo a assegurar que os mesmos bitcoins não tenham sido previamente gastos, eliminando assim o problema do gasto duplo. A rede global peer-to-peer, composta de milhares de usuários, torna-se o próprio intermediário.

 

                                         Como externado acima, no mês de Maio de 2017 hackers sequestraram dados de computadores e pediram resgate através de Bitcoins. O sequestro de dados está se tornando um problema não só para grandes empresas, mas também para escritórios de advocacia. O crime ocorre da seguinte forma: hackers invadem os computadores, criptografam os dados e depois os escondem. Pedem, então, um resgate para permitir o acesso novamente. A prática recebeu o nome de ransomware, fusão das palavras inglesas ransom (resgate) e malware (tipo de programa que infecta computadores para coletar informações).

 

                                         O valor para devolução das informações é normalmente cobrado em bitcoin, para evitar o rastreamento e varia conforme o caso. Normalmente não é muito alto, justamente para a vítima pagar sem muitos questionamentos, pensando que levar o caso à polícia dará mais trabalho do que atender às reivindicações. Na maioria dos casos ocorridos em maio/2017 os usuários teriam 72 horas para pagar US$ 300 em bitcoin.

 

                                               Do ponto de vista Jurídico o foco da segurança digital em escritórios de advocacia devem ser os clientes, que são os principais motivadores indiretos desses crimes e muito afetados por uma eventual perda de informações. Pesquisa feita pela Trend Micro, empresa de segurança na internet, mostra que o crime de sequestro de dados/informações, com a utilização do ransomware não é novidade no mundo do cibercrime, uma vez que, nesta análise, do ano de 2016, de 300 empresas brasileiras, 51% delas já tinham sido vítimas do ransomware, sendo esse, o crime digital mais cometido no ano de 2016.

 

                                               Ao analisar todos os cibercrimes, no ano de 2016, o Brasil foi o quarto país que mais sofreu com estas atividades criminosas, que causaram um prejuízo de R$ 32 bilhões, segundo o relatório Norton Cyber Security Insights, enquanto que, no mundo, o valor do prejuízo foi de quase R$ 400 bilhões. Pela lei brasileira, o cibercriminoso que pratica esta conduta, utilizando-se do vírus ransomware e pedindo o “resgate”, responde pelo crime de extorsão, previsto no artigo 158 do Código Penal, com pena prevista de reclusão de 4 a 10 anos, e multa.

 

                                            Nos dias atuais há casos de clientes que impõem a implantação de mecanismos de segurança digital como condição para fechar contratos com advogados, bem como a  adequação ao compliance internacional.

 

                                            O especialista em Direito Digital, Alexandre Atheniense, afirma que: “os profissionais do Direito costumam achar que não são potenciais alvos de ataques digitais, mas estão errados. "Se você acha que não é alvo, já está errado. Todo mundo é alvo de hacker em relação a vazamento de dados." Atheniense explicou que essa falta de interesse pelo tema é cultural, pois o brasileiro tem atitudes muito mais reativas do que preventivas em relação a eventuais problemas. "Deixar acontecer para saber como reagir."

 

                                               Todo cuidado é pouco, sendo que os Advogados devem saber e orientar seus clientes dos riscos para encaminhar o que precisa ser feito.

 

 

João Batista Baitello Junior - Advogado na Raeffray e Brugioni Advogados Associados e pós-graduado em Direito Processual Civil pela UniFMU. 

 

 

 

 

 

 

 

Brasileiro e a insana mania de economizar em coisas erradas


Existe uma grande diferença entre oportunidade e oportunismo. Uma, é aquela em que as pessoas querem levar vantagem em tudo, ser esperto, ganhar a qualquer custo sendo que a outra, vai na contramão deste movimento cada vez mais presente e enraizado na cultura brasileira.


Enquanto eu morava no Brasil, vivenciei diversas situações em que me deparei com o oportunismo e isso me incomodava demais. Por isso, desde quando passei a ter residência fixa nos Estados Unidos, decidi por um ponto final nisto. Hoje, eu não tolero esse comportamento e principalmente as pessoas que convivem comigo sabem o quanto sou rígido fazendo duras críticas quando identifico o vício do oportunismo nas minhas relações de negócios.


A cultura do Brasil é riquíssima, linda e super diversificada. Porém, esse vício maldito acaba com a beleza. A necessidade de levar vantagem deixa as pessoas cegas e a feira de Acari, no Rio de Janeiro, é um belo exemplo deste contraste. O mercadão de produtos roubados é promovido às custas de inúmeras mortes e assaltos por conta de um comércio que não tem fim.


Em São Paulo, mais precisamente na Avenida Paulista, tem um shopping de artigos chineses a preço popular. Confesso que eu ia todo o final de semana lá para olhar as novidades e sempre comprava um dvd ou outro e um monte de outras coisas que eram considerados réplicas de primeira linha. Quem realmente usa artigos de luxo sabe a diferença entre o pirata e o original.


Mesmo que você tenha um auto estima lá em cima e não se incomode com a julgamento dos outros, ou é do tipo que adota a política do “ estou nem aí”, existe algo implícito neste jogo muito mais grave do que a opinião alheia, que é o dano causado pelo consumo deste tipo de produto. Não há pagamento de impostos referente a mercadoria e recolhimento de tributos. Só por isso esse produto chegou até o seu consumidor final. Vidas acabam porque alguém tem a necessidade porca de comprar algo “ baratinho”. E não é exagero.


Tenho um amigo que hoje reside nos Estados Unidos. A família dele quando morava no Brasil possuía uma transportadora com cinco caminhões. Sempre que se tratava de uma carga valiosa, quem fazia o transporte era o pai, o dono da empresa. Ele tinha esse cuidado para zelar pelo material do cliente e garantir que o produto caro chegaria ao seu destino conforme o esperado, sem danos. Até que um dia, ele foi roubado e sequestrado. A quadrilha pediu R$50 mil reais, e a carga era de televisões. Ele ficou quatro dias em cativeiro e não havia possibilidade de pagar pelo valor exigido. Não avisaram a polícia e as negociações chegaram a R$10 mil. A quantia foi paga, mas o pai foi encontrado morto, sendo que ele havia falecido muito antes da entrega do dinheiro.


Ainda me questiono como que as pessoas têm coragem de comprar esses produtos. O detergente mais barato, o salame, sabão em pó que vendidos na feira de acari custaram a vida de alguém. Além disso, deixou o seguro para todo mundo mais caro, impactando na economia como um todo. Quantas vezes subiu o seguro do seu carro? Mas na hora de comprar uma peça, muitos não abrem a mão de ir até um desmanche. É essa consciência que precisa mudar. Quando isso acontecer, o país muda de patamar.


Quem compra produto fruto de roubo de carga, ou pirata, não faz ideia do prejuízo para o país, além da energia negativa que vem de carona. O brasileiro precisa parar de aceitar migalhas dos outros e mudar a condição de vida e adquiri itens que de fato possuem qualidade e são duráveis. Comprar itens de péssima qualidade ou por preços até 70% a menos do que comercializados em lojas tradicionais, jamais pode ser um bom negócio.

 



Daniel Toledo - O profissional é graduado em direito pela Universidade Paulista. Possui especialização em International Business and Global Law pelo Eckerd College - St Petersburg e em tributação no mercado financeiro, pela FGV São Paulo, LLM em mercado Financeiro e de Capitais pelo IBMEC e LLM em Health Law pela Southern University of Illinois. Fez doutorado em Direito Constitucional pela UNITA, e participou de diversos cursos promovidos pela OAB e CAASP, voltados para direito comercial e societário. Atualmente, é sócio da Toledo and Associates, Law Firm desde 2003 e sócio fundador da Loyalty Miami. A fonte pode comentar e explicar sobre a obtenção dos seguintes vistos: L1 - E2 - H1B - EB-1 - EB-5– O – R – J – K. Foi o único advogado brasileiro indicado ao prêmio Lawyers of Distinction.

http://www.loyalty.miami/inicio.html; contato@loyalty.miami